Após subestimar Colômbia, BH se prepara para argentinos

Donos de bares e restaurantes da Savassi se surpreenderam com número de colombianos na cidade

iG Minas Gerais | Thaís Pimentel |

Preparação. Depois da invasão de colombianos, dono do Orizontino, Alex Arreguy, já traça estratégia para atender outros estrangeiros
PEDRO GONTIJO / O TEMPO
Preparação. Depois da invasão de colombianos, dono do Orizontino, Alex Arreguy, já traça estratégia para atender outros estrangeiros

A invasão de mais de 40 mil colombianos no último fim de semana para o jogo contra a Grécia, no estádio Mineirão, pegou o comércio de surpresa. Na Savassi, região que se tornou reduto dos turistas, donos de bares e restaurantes tiveram que se adaptar à demanda. “De repente, havia 2.000 pessoas no quarteirão fechado da Antônio Albuquerque. A gente teve que fechar parte do nosso espaço para dar conta do movimento. Ainda bem que não faltou nada, mas foi muito além da nossa expectativa”, revela o dono do bar Orizontino, Alex Arreguy. Ele adiantou que já está se reunindo com os funcionários para traçar uma estratégia para atender os argentinos que chegam a Belo Horizonte para a partida contra o Irã, neste sábado. Em alguns bares da região, chegou a faltar cerveja.

“Vamos ter que nos organizar melhor para não ter dor de cabeça. Apesar do susto, os colombianos foram muito simpáticos e educados”, conta Arreguy. Quem também já está se preparando para a “invasão portenha” é a Loja do Galo, que fica no mesmo quarteirão. “Muitos colombianos entraram em busca da camisa do Ronaldinho. Mas como ela custa R$ 249,90, apenas a tamanho G esgotou”, disse a gerente Roberta Rossi, que mesmo não tendo vendido todo o estoque de uniformes oficiais, comemora o aumento de 70% nas vendas em relação a semana anterior a Copa do Mundo. “Nós vendemos vários outros produtos. Sexta-feira foi um caos. Uma loucura. Estou até com medo dos argentinos”, brinca. “Tem algumas camisas que não tem número e nem nome. Acho que vou mandar colocar “Ronaldinho” nelas porque a procura vai ser grande”, se prepara Roberta. No restaurante Baiana do Acarajé, que tem duas unidades na Savassi, a expectativa é das melhores. “Não esperava que ia chegar esse tanto de gente, ainda mais com o pouco movimento na Copa das Confederações e as manifestações. Mas está sendo ótimo. O movimento tem sido surpreendente”, conta a gerente Nem Melo. “Ainda bem que não faltou cerveja porque os colombianos bebem e comem bastante. Que venham os argentinos!”, anima-se. No Mercado Central, os colombianos aproveitaram os petiscos. No sábado, depois do jogo, um grupo de quatro torcedores implorava aos comerciantes que não fechassem as lojas. “Queremos fígado! Queremos fígado”, gritavam os turistas, encantados com o fígado com jiló, oferecido pelos bares do local. Sobrou queijo. Se a cerveja e o tira-gosto foram as estrelas, o queijo Minas, uma das vedetes do Mercado Central, ficou de lado. “Teve muito movimento de pessoas no fim de semana, mas comprar, que é bom, nada”, reclama um funcionário da loja Comercial do Queijo. “As vendas foram de um fim de semana normal. Não teve aumento”, conta uma atendente da Laticínios Eldorado.

Números Quarenta mil colombianos vieram a Belo Horizonte para o jogo entre Colômbia e Grécia, pela Copa do Mundo Cerca de 2.000 turistas comemoraram a vitória por 3 a 0 na Savassi, na região Centro-Sul da cidade Mais de 160 mil estrangeiros devem visitar a capital mineira durante a competição, segundo a prefeitura de Belo Horizonte Vinte mil argentinos devem assistir ao jogo entre Argentina e Irã, neste sábado, no Mineirão

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