Fora do campo há greve, protestos e calamidades

Palco da partida entre EUA e Gana, cidade foi afetada por fortes chuvas e paralisações

iG Minas Gerais |

Prejuízo. As fortes chuvas provocaram o deslizamento de uma encosta que, de acordo com o decreto, comprometeu até 40 residências
Frankie Marcone / Nominuto.com
Prejuízo. As fortes chuvas provocaram o deslizamento de uma encosta que, de acordo com o decreto, comprometeu até 40 residências

Natal. Palco da partida entre os Estados Unidos e Gana nesta segunda, na Arena das Dunas, Natal está em estado de calamidade pública devido à forte chuva que atingiu a cidade de quinta-feira (12) à noite de nesse domingo. As fortes chuvas provocaram o deslizamento de uma encosta que, de acordo com o decreto, comprometeu até 40 residências, das quais 20 ficaram destruídas. Além disso, houve comprometimento do muro de contenção de uma encosta na comunidade do Jacó, no bairro das Rocas, provocando risco de deslizamento e desabamento que coloca 50 casas em risco.  

Além dos problemas relacionados às chuvas, a cidade contou nesta segunda com atos de servidores públicos e movimentos sociais do Rio Grande do Norte. Eles criticaram os gastos com a Copa e fecharam um cruzamento importante da cidade, a 2,5 km do estádio onde ocorreu a partida.

Aproveitando a presença do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, os cerca de cem manifestantes criticaram o fechamento de espaços públicos para serem usados pela seleção norte-americana, como parte da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, usada para treinamento do time, bem como a política de segurança adotada no Mundial, que consideram ostensiva.

Além da mobilização dos servidores e movimentos sociais, a cidade convive com a paralisação de guardas municipais e de rodoviários. Motoristas e cobradores do transporte urbano pedem o reajuste salarial de 16% e a elevação do valor do vale-alimentação de R$ 197,35 para R$ 450.

Para viabilizar a circulação de moradores e turistas, a prefeitura autorizou a circulação de veículos de transporte alternativo, como vans e micro-ônibus. Segundo determinação do Tribunal Regional do Trabalho, 70% dos ônibus têm de estar nas ruas nos horários de maior movimento, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia ao sindicato.

Nesta segunda de manhã guardas fizeram ato em Natal, ao lado dos policiais civis que, embora não tenham paralisado as atividades, mantêm uma agenda de mobilização nos dias da Copa. As informações são da Agência Brasil.

Atos em Curitiba Além do protesto contra a homofobia no Irã e na Nigéria, países que entraram em campo nesta segunda, outras quatro manifestações ocorreram em Curitiba. Estudantes simularam um jogo em que uma aluna, que representava a Fifa, sempre ganhava com a ajuda do governo. Outros três protestos se encontraram: um a favor das meninas sequestradas na Nigéria, outro pelos 11 líderes de Direitos Humanos no Brasil e um composto por black blocs, contra a Copa. Ao menos 11 foram detidos.

Munição letal Pelo menos dois policiais – um PM e um inspetor da Civil – usaram munição letal para reprimir a manifestação contrária à Copa realizada no entorno do estádio do Maracanã, no Rio, nesse domingo, durante o jogo entre Argentina e Bósnia. A Polícia Civil divulgou uma nota em que informa apenas que a corregedoria interna da corporação “instaurou uma sindicância para apurar a conduta do policial Luiz do Amaral”. Ele saltou do carro segurando uma pistola e ameaçou manifestantes e jornalistas.

Apoio estrangeiro Um protesto pacífico nesta segunda contra a Copa, no Centro Histórico de Salvador, chamou a atenção de torcedores alemães e portugueses após a partida entre as seleções dos dois países, a 1 km do estádio. Com faixas e cartazes, alguns escritos em inglês, a maioria com dizeres contra a Fifa e contra o governo federal, os cerca de 50 manifestantes percorreram pontos turísticos do Pelourinho. Curiosos, alguns turistas mostraram sinais de apoio ao movimento e tiraram fotografias.

Professores Centenas de servidores da educação, em greve desde o dia 12 de maio, protestaram nesta segunda em frente à sede da prefeitura do Rio. Eles cobraram esclarecimentos do governo sobre a decisão de considerar inaptos 51 profissionais em estágio probatório que se juntaram à paralisação. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) avalia que a decisão é uma forma de retaliar o movimento, que entre diversas reivindicações, pede melhorias na educação.

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