ONU diz que supostas execuções no Iraque podem ser crime de guerra

Militantes do EIIL tomaram várias cidades no norte na semana passada, ameaçando desmembrar o Iraque e iniciar uma guerra sectária no país

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Forças do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) quase certamente cometeram crimes de guerra ao executarem centenas de homens no Iraque, disse nesta segunda-feira (16) a chefe de direitos humanos da ONU, Navi Pillay.

Relatos mostraram que soldados, recrutas militares, policiais e outros que se renderam ou foram capturados foram sumariamente executados nos últimos cinco dias no Iraque, disse Pillay em um comunicado.

"Embora os números não possam ser verificados, essa suposta série de execuções a sangue-frio, a maioria realizada próximo a cidade de Tikrit, quase certamente se classifica como um crime de guerra", disse ela.

Militantes do EIIL tomaram várias cidades no norte na semana passada, ameaçando desmembrar o Iraque e iniciar uma guerra sectária no país.

Segundo a informação recebida por especialistas da ONU no Iraque, "forças afiliadas ao EIIL também executaram o imã da Grande Mesquita de Mossul no último dia 12 por ter se recusado a jurar lealdade" ao grupo terrorista.

Outros dirigentes religiosos foram assassinados pelo mesmo motivo, entre eles 12 ímãs que foram executados em frente à mesquita de Al Israa, em Mossul.

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