Ultra Violet, musa de Andy Warhol, morre aos 78 anos

Nascida como Isabelle Collin Dufresne em 1935, na França, atriz era uma das estrelas que frequentavam a Factory, estúdio do artista americano nos anos 1960

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Atriz com Salvador Dalí no Huntington Hartford Museum, em New York, em 1969.
Reprodução / Ultraviolet.com
Atriz com Salvador Dalí no Huntington Hartford Museum, em New York, em 1969.

A atriz francesa conhecida como Ultra Violet, musa do artista expoente da pop art Andy Warhol (1928-1987), morreu neste sábado (14) aos 78 anos, em um hospital em Manhattan. Segundo o jornal "The New York Times", ela sofria de câncer.

Nascida como Isabelle Collin Dufresne em 1935, em La Tronche, França, a atriz era uma das estrelas que frequentavam a Factory, estúdio do artista americano e pólo da classe artística nova-iorquina nos anos 1960 e 1970.

A atriz conheceu Warhol em 1964, enquanto tomava chá com o artista Salvador Dalí (1904-1989) no hotel St. Regis, em Nova York. O americano se interessou por Dufresne, e a convidou para participar de um de seus filmes. Ela estrelou no ano seguinte o primeiro deles, "The Life of Juanita Castro", uma comédia política.

Foi apenas no segundo projeto, "I, a Man" (1967), que ela criou seu personagem Ultra Violet, levando uma peruca roxa, combinando com o batom e os cílios, também coloridos. Ao todo, caracterizada como Ultra Violet, ela apareceu em 17 filmes e inúmeros documentários feitos posteriormente sobre a Factory.

Na década de 1980, porém, a atriz condenou publicamente o "uso excessivo de drogas, as orgias e o egoísmo sem limites" da Factory e se mostrou arrependida de sua participação. Na época das declarações, ela havia se tornado integrante da Igreja Mórmon.

No livro de memórias "Famous for 15 Minutes: My Years With Andy Warhol" (15 minutos de fama: meus anos com Andy Warhol), publicado em 1988, ela narra seu retorno à religião e se autodenomina "uma exibicionista sem limites, em busca de manchetes" durante os anos com Warhol.

Em 2011, no entanto, em uma entrevista para o "USA Today", ela reconheceu que aquela "foi uma era excitante, com uma revolução cultural acontecendo", acrescentando que "estamos constantemente em algum tipo de fluxo".

Ultra Violet trabalhou como atriz até sua morte. Uma exposição sobre sua carreira, "Ultra Violet: The Studio Recreated" (Ultra Violet: o estúdio recriado), foi organizada na galeria Dillon, em Nova York, e encerrou três semanas antes da morte da atriz.

FOLHAPRESS

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