Messi pede mais companhia no ataque; técnico dá nota 6 à Argentina

Craque argentino sugere escalação com três atacantes para que time tenha mais opções de passe

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Messi não tem contato com a imprensa
Reprodução/Facebook
Messi não tem contato com a imprensa

A diferença entre as atuações do primeiro e segundo tempos da seleção argentina no Maracanã, neste domingo (15), deixou evidente a necessidade do atacante Lionel Messi ter mais companhia do ataque. A análise é do próprio jogador e do técnico Alejandro Sabella. Ele deu nota seis para a atuação da equipe, que venceu a Bósnia-Herzegovina por 2 a 1. "No primeiro tempo controlamos bem a equipe bósnia, mas nos faltou profundidade. Nos faltava chegada. Complicar o rival, coloca-lo em risco, o que conseguimos no segundo tempo. Higuain deu mais companhia a Di Maria. Pudemos fazer o jogo que nos caracterizou por muito tempo", disse Sabella No primeiro tempo, a Argentina saía lentamente ao ataque, sem conseguir ameaçar de forma constate a defesa bósnia. A equipe europeia, por sua vez, conseguiu ficar mais tempo no ataque, mas com pouca efetividade. O cenário mudou na segunda etapa, quando a Argentina dominou o jogo, com diferentes opções de jogadas de ataque. A alteração se deveu principalmente à mudança na formação tática da equipe, que passou a jogar com dois, e não três zagueiros, como inicialmente. Entraram o atacante Higuain e o meia Gago. "Gosto mais [de uma equipe com mais atacantes], porque quando temos mais opções de passe. Sofremos um pouco mais no primeiro tempo. Quando queríamos sair era muito lento, ficavam todos longe. Há muito o que melhorar. Mas o importante foi começarmos com os três pontos", disse Lionel Messi, escolhido pela Fifa como o melhor da partida. Sabella não quis confirmar se vai usar a formação do segundo tempo contra Irã e Nigéria. Ele atribuiu nota seis à atuação da equipe no jogo. Na análise do treinador, a formação da equipa na segunda etapa abastece mais a Messi, além de lhe dar opções de tabela. Mas afirmou que o atacante, "o melhor do mundo" para Sabella, não precisa de muito para jogar bem. "Messi é o melhor jogador do mundo. Não precisa de muito. Mas sempre há um contexto em que se pode potencializar mais. O abastecimento e a companhia sem duvida o potencializa", afirmou o treinador.