Foco no repertório erudito

Segunda edição do Festival Música de Outono, voltado às composições de câmara, começa hoje em Ouro Preto

iG Minas Gerais | Carlos Andrei Siquara |

O cravista Fernando Cordella é um dos destaques do evento
Roberto Urtado
O cravista Fernando Cordella é um dos destaques do evento

Depois de estrear no ano passado, o Festival Música de Outono terá a sua segunda edição realizada a partir de hoje em Ouro Preto. Com curadoria do maestro Rodrigo Toffolo, da Orquestra Ouro Preto, o evento mantém a proposta de levar artistas do cenário da música erudita às centenárias igrejas da cidade, onde realizam os seus concertos.

“Nós nos inspiramos nos antigos festivais que movimentavam Ouro Preto, entre as décadas de 1980 e 1990, com proposta semelhante. A ideia é aproveitar o fluxo de pessoas que circulam pela cidade nessa época, agora ainda mais em razão da Copa, para oferecermos uma programação de grande qualidade. Além de conhecer aquelas construções, que são um precioso patrimônio da humanidade, o público vai poder curtir vários concertos”, resume Rodrigo Toffolo.

De acordo com ele, a lista de atrações se baseia na tentativa de apresentar um panorama da música de câmara por meio de suas mais variadas vertentes. A começar pela Orquestra de Violoncelos de São Paulo e a soprano Roseane Soares, que inauguram a temporada, com uma apresentação centrada em obras de Villa-Lobos e Pixinguinha, entre outros.

“Todos os selecionados são artistas que têm uma trajetória consagrada e um trabalho que merece atenção. Tivemos também a preocupação de não repetir nenhum daqueles que vieram no ano passado, e priorizamos os brasileiros”, conta Toffolo.

A diversidade de propostas, o maestro observa estar refletida em cada um dos encontros. Após a abertura com a homenagem especial à Villa-Lobos, ele destaca a presença do cravista Fernando Cordella, que vem de Porto Alegre. “Ele traz um belo repertório para cravo que certamente vai encantar as pessoas. Cordella tem alguns discos gravados e é um nome importante nesse instrumento”, frisa o regente.

O Duo Desvio, junto com Rufo Herrera e o Quintento Tempo representa, ao seu ver, algumas das linhas mais associadas ao experimentalismo. “É importante chamar atenção para esse momento mais experimental da música de câmara que tem no Duo Desvio outro expressão muito interessante. Acho que poucas vezes as pessoas terão tido a oportunidade de ver, com estes, um concerto de percussão”, acrescenta.

Agenda

O quê. Festival Música de Outono

Quando. De hoje a 21/6 (veja programação completa ao lado)

Onde. Ouro Preto

Quanto. Entrada franca

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