Lanchonetes da sala de embarque ficaram sem alimentos para vender aos

Quem procurou amenizar a fome teve que esperar mais de uma hora para que estabelecimentos repusessem o estoque

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES |

Quem acha que na Copa do Mundo a fome da torcida é só por gols, se engana muito. Para ter pique e energia para gastar durante os jogos, festas e até longas viagens, é preciso estar bem alimentado.

Entretanto, em Manaus, uma das sedes do Mundial mais distantes - do ponto de vista geográfico-, se dependesse da organização aeroportuária, o torcedor se alimentaria apenas dos gols mesmo.

Neste domingo, lanchonetes localizadas dentro da sala de embarque do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital amazonense, ficaram sem alimentos por mais de uma hora.

A pequena loja de sanduíches Subway oferecia apenas biscoitinhos (cookies) e batatas chips aos passageiros. Enquanto a Pizzaria Splash sequer tinha pizzas para oferecer aos clientes.

"Como o movimento de passageiros no aeroporto está intenso, a Infraero proibiu que fossem movimentadas mercadorias nesses horários de grande fluxo de pessoas", disse um dos funcionários da pizzaria.

A reportagem de O Tempo presenciou mais de 20 pessoas buscando por pizzas na lanchonete, que precisou colocar  placas em português e inglês avisando: "Não temos pizza".

Uma pessoa que se disse ligada indiretamente à organização da Copa no Brasil chegou a tentar comprar lanches e também não conseguiu. Ao saber que estava falando com jornalistas, despistou e saiu.

Poucos minutos depois, uma funcionária da Infraero apareceu na loja de pizzas e autorizou os funcionários a reabastecerem suas mercadorias.

Só para se ter uma ideia, cada pedaço de pizza custava R$ 12. Uma pizza inteira chegava a custar mais de R$ 50 nas dependências do aeroporto.