Sem chorar ou falar de Copa, Pelé abre museu em Santos

Discurso do rei do futebol durou apenas cinco minutos; solenidade contou com presenças de políticos e ex-companheiros de equipe

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Inauguração do museu contou com importantes presenças
Divulgação
Inauguração do museu contou com importantes presenças

Estrela principal do dia, Pelé pouco participou da inauguração do seu próprio museu, na manhã deste domingo (15), no centro de Santos. O Rei do Futebol chegou ao local por volta de 10h50, mas teve de aguardar cerca de 50 minutos no local para discursar sobre seu Museu. Antes, houve uma cerimônia com o hino nacional e foram exibidos dois filmes. Um sobre a carreira de Pelé e outro com uma música em homenagem ao Rei. "Hoje, o Rei tem seu castelo, é mais um gol entre os mil", dizia o refrão da música. Depois, discursaram o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o vice-presidente Michel Temer (PMDB). A presidente Dilma Rousseff, que alegou um compromisso na agenda e não compareceu, gravou um depoimento em vídeo, que também foi exibido antes de Pelé falar. O tom dos depoimentos foi político. O prefeito de Santos, por exemplo, citou José Serra como "governador eterno de São Paulo". O discurso do Rei do Futebol durou pouco mais de cinco minutos. Ele agradeceu aos envolvidos no projeto e disse que estava satisfeito em promover mais uma vez o país. "Em 1958, com o título mundial, eu ajudei a promover o Brasil para o resto do mundo. Agora, com esse museu, estou ajudando a trazer o mundo para o Brasil", disse Pelé. O mais curioso é que Pelé não chorou, como os organizadores esperavam. Também não falou da Copa do Mundo no Brasil e da seleção brasileira. Depois, até entrou no museu, mas não acompanhou a primeira visita. Deixou o local pouco tempo depois, sem conceder novas entrevistas. O Museu Pelé vai funcionar das 9h às 18h, de terça à domingo. mas abrirá excepcionalmente nesta segunda-feira (16). O valor do ingresso é R$ 18 (R$ 9, meia-entrada). O espaço dedica ao Rei está no Largo Marquês de Monte Alegre, sem número, no centro antigo de Santos. Ocupa três blocos do Casarão do Valongo, construído em 1872 e que passou por uma obra de restauração a partir de 2010. A obra teve custo total de R$ 50 milhões, captados via renúncia fiscal. NADA DE COADJUVANTES Durante a cerimônia, estavam presentes os ex-jogadores do Santos Pepe, Lima, Clodoaldo, Dorval, Abel, Edu, Negreiro e Manoel Maria. "É um orgulho ver o museu do Pelé, ainda mais sabendo que fiz parte da história dele e do que está sendo contando aqui", disse Pepe à reportagem, próximo a uma das fotos com sua imagem. "Todos citam o Santos de Pelé, mas o Pelé sempre lembra de nós quando fala de suas glórias. E o museu tem esse espírito, mostrar as glórias dele sem esquecer de nós", avaliou Clodoaldo. "Ficou bonito, ficou interessante. Até me vi em uma das paredes do Museu", disse Dorval. Os demais convidados presentes eram todos convidados. A organização não tinha o número total de pessoas, mas cerca de 2.000 estavam presentes. Havia ainda cerca de 360 jornalistas.