Fiascos ainda assombram mesmo diante de zebra

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Martinez sempre entra bem e é boa opção para Honduras
David Vincent/Associated press
Martinez sempre entra bem e é boa opção para Honduras

Nas últimas quatro Copas, a França tem sido “oito ou oitenta”: ou chega à final ou acaba eliminada na fase de grupos. Hoje, os franceses querem esquecer a campanha vexatória de 2010 e confirmar o favoritismo contra Honduras, às 16h, no Beira-Rio, em Porto Alegre, em duelo válido pelo grupo E. Porto Alegre.

A gangorra francesa em Copas começou com o título em 1998, em casa, com atuação de gala contra o Brasil na decisão. Depois, veio o fracasso em 2002, com a eliminação na primeira fase na Coreia e no Japão. Em 2006, na Alemanha, os franceses novamente foram finalistas, mas perderam o título para a Itália. E em 2010, na África do Sul, outro vexame, com um empate e duas derrotas na fase de grupos. Neste segundo Mundial seguido sem o craque Zidane, que se aposentou em 2006, a qualidade da equipe é contestada. O técnico Didier Deschamps ainda perdeu Ribéry, cortado por lesão às vésperas da Copa.

Com a reformulação da equipe pós-2010, a França foi às quartas-de-final da Eurocopa 2012 e garantiu vaga no Brasil com uma heroica classificação sobre a Ucrânia, na repescagem europeia. “Estamos em fase de reconstrução, porque a seleção ainda é associada à campanha de quatro anos atrás”, disse o atacante Giroud, destaque do Arsenal.

Confiança. Apesar de nunca ter ganho um partida sequer nas três Copas que disputou, Honduras é uma das fortes candidatas a ganhar o coração da torcida. Isso porque o adversário dos hondurenhos é um velho carrasco brasileiro. A França foi responsável por três das últimas cinco eliminações do Brasil em Copas do Mundo (1986, 1998 e 2006). E motivação para tal não falta. O recente empate sem gols com a Inglaterra, em amistoso realizado em Miami, nos Estados Unidos, mostrou que o time, formado em sua maioria por jogadores de clubes hondurenhos, pode superar suas limitações para dar trabalho.

Numa chave que ainda conta com Suíça e Equador, os hondurenhos sabem que a classificação às oitavas é improvável, mas não impossível. “Só tenho que pensar que se fizermos um gol, será um marco. Já ganhar três pontos é fazer história. E temos que nos entregar totalmente e jogar muito bem para conseguirmos a classificação”, afirmou o treinador Luis Fernando Suárez. Deschamps não fala sobre Ribéry O técnico Didier Deschamps se mostrou irritado em dois momentos na entrevista coletiva da França antes do treinamento de ontem, em Porto Alegre. O comandante, campeão do Mundo como atleta em 1998, rejeitou comentar o corte de Franck Ribéry e o desempenho da seleção na última Copa. “Não vou comentar sobre quem não está aqui. O Ribéry é uma situação que todos vocês sabem. Não está aqui e não vou falar”, afirmou. Principal jogador da seleção francesa, Ribéry foi cortado às vésperas do Mundial por conta de uma lombalgia. A saída do time azul virou motivo de polêmica a partir de declarações do atleta. “Não tenho medo de agulha, mas não queria que o médico francês me injetasse cortisona. Eu sei que isso não é bom”, disse Ribéry. Mistério na escalação hondurenha A seleção de Honduras treinou no fim da tarde de ontem no Beira-Rio. O trabalho da equipe da América Central foi leve e a imprensa teve apenas alguns minutos para acompanhar o treino. A primeira atividade dos jogadores foi uma corrida ao redor do campo, seguida de uma reunião para conversa próxima ao centro do gramado. Depois, os hondurenhos bateram bola e realizaram trabalho físico. Ontem, durante todo o dia, a chuva atrapalhou as atividades do time na capital gaúcha. Grades do entorno do Beira-Rio, inclusive, caíram com a força dos ventos. Mas, segundo previsões meteorológicas, a chuva deve cessar neste domingo. Ainda pairava uma dúvida sobre o atacante Carlo Costly, que teve problemas no tornozelo esquerdo, na última quinta-feira. 

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