A Colômbia que conquistou Beagá

iG Minas Gerais |

Que bela festa fizeram os colombianos em Belo Horizonte. Aliás, continuam fazendo, já que foram muito bem recebidos onde se concentraram: Savassi, Lourdes, centro e Expominas, na Fan Fest. Deixaram os comerciantes belo-horizontinos muito satisfeitos com a grana que gastaram e com a simpatia.  A caminho do Mineirão nova festa a partir das 10h, colorindo ruas, janelas de hotéis, táxis e ônibus. Como disse o Régis Souto, ex-comentarista da CBN, secretário de comunicação da prefeitura, parecia que estavam no estádio El Campín, templo futebolístico de Bogotá. Os gregos estão entre os mais animados torcedores da Europa, mas com a crise econômica vieram em pequeno número. Dentro de campo, um dos placares mais dilatados até agora, mas pensei que a goleada seria maior. Especialista em retrancas, ao tomar um gol no início, a Grécia teria que se abrir e buscar o empate; o que foi feito, mas encontrou um time colombiano bem mais responsável defensivamente do que em outras Copas. Errata. Por um erro da edição na coluna do dia 13/6, as aberturas das Copas de 1998, 2002 e 2006 foram publicadas aqui como aberturas de Olimpíadas. Decepção   Depois da Espanha, o Uruguai foi o responsável por mais uma grande decepção na primeira rodada do Mundial. Time motivado pelo quarto lugar na África do Sul e pela conquista da Copa América em 2010 na Argentina, começou vencendo a Costa Rica dando a impressão de que golearia. Inexplicavelmente, diminuiu o ritmo e voltou para o segundo tempo jogando na defensiva, permitindo o empate e uma virada de 3 a 1, o que pode complicar seus planos de continuar na Copa. Temperatura   O pior jogo que vi até agora foi a vitória do Chile sobre a Austrália. Esperava muito mais dos chilenos. Itália e Inglaterra entravam em campo quando enviei a coluna. Um grande clássico mundial cercado de fatores extra-campo como a temperatura de Manaus; nada que assuste os jogadores de futebol da Europa. É o grupo onde o Uruguai tomou de três da Costa Rica e que pode embolar na disputa pelas duas vagas. Idade   Há quem diga que o fator idade, aliado às altas temperaturas de determinadas regiões do Brasil, nessa época do ano, prejudique algumas seleções cuja média de idade é mais elevada. Não vi isso na derrota do Uruguai, que tem média de 29 anos, para a Costa Rica, com média de 28. Faltou foi futebol mesmo. O Uruguai apresentou um time sem laterais; Forlán apenas andando em campo e um zagueiro, Diego Godín, que mais parecia uma enorme avenida bem aberta.   Muitos gols   O melhor dos primeiros jogos é a previsão de uma das maiores médias de gols na história das Copas, o que deve se confirmar. Depois de 5 x 1 da Holanda nos campeões mundiais, começamos a assistir cada jogo com a expectativa de muitos gols e futebol em alta rotação. Mas partidas como aquela são raras. Ali sim, pode ter havido influência da idade: média de 25,5 da Holanda contra 29,3 da Espanha, no calor de Salvador.

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