Com mercado mineiro melhor, Fesa abre uma unidade em BH

Empresa paulista de busca e seleção de altos executivos prevê dobrar o faturamento em MG

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Promissor. O diretor da Fesa em Minas Gerais, David Braga, diz que o setor de infraestrutura está sendo o mais atrativo na contratação
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Promissor. O diretor da Fesa em Minas Gerais, David Braga, diz que o setor de infraestrutura está sendo o mais atrativo na contratação

Executivo na posição de diretoria de uma empresa está ganhando hoje um salário médio de R$ 45 mil a R$ 50 mil mais os 15 salários de bônus. E essa realidade também está acontecendo em Minas Gerais. Quem garante é o diretor da Fesa, consultoria que busca e seleciona altos executivos, David Braga. “Minas tem sido um mercado muito atrativo. Antes, São Paulo e Rio de Janeiro eram os grandes centros, onde se pagava mais, o resto era roça”, conta Braga, referindo-se a salário, desafio e bônus, em todos os segmentos.

O trabalho da Fesa – empresa paulista com 20 anos, e que abriu unidade em Belo Horizonte há um ano –, é identificar o executivo certo para o lugar certo. “O processo de busca da Fesa é extremamente artesanal, e Minas está no foco dos grandes executivos de ponta e de alta performance para atuar aqui”.

E estar em Minas é um bom negócio para a Fesa? “Sem sombra de dúvidas”, responde Braga. Ele explica que no Estado as empresas estão passando por um processo de profissionalização e, por isso, ficam atrativas tanto para o empresariado quanto para o profissional. “O executivo pode estar em Minas ganhando o mesmo salário, que nos grandes centros, e com mais qualidade de vida”.

E, por isso, os negócios para a Fesa vão muito bem. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a demanda de empresas na Fesa aumentou em cerca de 42% no processo de busca para trazer profissionais executivo para o Estado, considerando-se empresas nacionais, multinacionais e familiares.

Com quase 200 funcionários distribuídos nas seis unidades no país – em BH, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Campinas – a rentabilidade da Fesa em Minas já cresceu 50% devido à abertura da unidade em BH. “Temos a previsão de dobrar o faturamento até o fim do ano aqui”, acredita Braga.

Para encontrar o profissional que a empresa quer, a Fesa cobra um percentual – guardado sob sigilo por ela – sobre a remuneração anual. “É um percentual praticado que vai oscilar também, e quem arca é a organização porque é sobre o salário anual dele e os bônus”, diz Braga, que não divulga o faturamento da empresa.

Percepções

“Tem gente que quer sair de São Paulo e Rio de Janeiro, os grandes centros, e vir para Minas, que ainda tem certa qualidade de vida”

“As empresas têm sempre a máxima de produzir mais, rentabilizar cada vez mais, gastar cada vez menos, ter cada vez menos profissionais”

David Braga Mercado mineiro

De acordo com o diretor da Fesa, David Braga, neste ano, as empresas mineiras têm contratado muito.

São CFOs (executivo de finanças); diretores de operações para indústrias; diretores de suply chain (que cuidam da área de compras, planejamento de produção e logística); diretores comerciais e diretores de RH.

Salários: a média de salário de diretoria é de R$ 45 mil a R$ 50 mil mais os 15 salários de bônus.

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