Esportivo para acelerar forte e curtir um vento no rosto

Chevrolet Camaro conversível entrega alto desempenho, mas induz a apreciar a vista; preço é de R$ 239.900

iG Minas Gerais | Eduardo Rocha* |

Aderência. Modelo é equipado com rodas de liga leve aro 20
Fotos Chevrolet/Divulgação
Aderência. Modelo é equipado com rodas de liga leve aro 20

O Camaro conversível, que chega ao Brasil com o poético nome de Sunrise, tem o poder de atrair olhares e desejo. O design, que remete à primeira geração do esportivo, de 1967, fica ainda mais potencializado na configuração sem teto. A capota, confeccionada em lona e revestida em espuma acústica, tem acionamento elétrico. Pelo lado da esportividade, a engenharia da General Motors tentou de todas as maneiras “igualar” o desempenho estrutural do modelo aberto. Criou uma espécie de “muro de arrimo” sob os assentos e o encosto do banco traseiro, para melhorar a conexão entre as partes da frente e de trás. Ainda colocou diversas barras de reforço sob o assoalho, no sentido transversal e do tipo cantoneiras. Por fim, criou um pilar hidroformatado, que vai do piso à frente da porta e engloba a moldura do para-brisa – a resistência dessa estrutura permitiu dispensar o santantônio, presente na maioria dos conversíveis modernos. O resultado de todo este reforço foi um ganho de 126 kg em relação ao cupê. Isso não chega a alterar sensivelmente o desempenho do motor 6.2 V8 de 406 cv, com nada menos que 56,7 kgfm de torque. Ele é gerenciado por um câmbio automático de seis marchas, com trocas por meio de borboletas na coluna de direção. Esse trem de força é idêntico ao utilizado no modelo fechado. O mesmo se aplica à suspensão e aos sistemas auxiliares de condução, como controle de estabilidade e de torque e diferencial com escorregamento limitado. Força. O Camaro tem um motor de muitos litros com potência lá em cima e torque mais alto ainda. Toda a força é dirigida ao eixo traseiro. Numa pisada repentina e funda, as rodas só não ficam totalmente descontroladas por obra do controle eletrônico de tração e do diferencial com escorregamento limitado. O mais óbvio seria ceder ao chamado da esportividade. Mas, em se tratando de um Camaro conversível, tudo muda de figura. A esportividade está lá, feroz, só que o carro convida – praticamente induz – ao passeio. De teto arreganhado, não é nem tão agradável andar em velocidades muito acima de 100, 120 km/h. Naturalmente, se assume uma postura mais contemplativa. A capota fechada deixa o carro mais adequado para se arrancar uma boa dose de agressividade. Mesmo que motor e caixa de marchas se desentendam um pouco quando deixados por conta própria. Há um delay meio irritante entre a pisada no acelerador e a reação do câmbio. O melhor é gerenciar tudo diretamente, através dos paddle-shifts atrás do volante. Dessa forma, as acelerações e retomadas são impactantes. A suspensão da versão SS impede que o “pony car” empine nas arrancadas ou mergulhe nas freadas. Ela é própria para conduções mais abusivas, mas sua firmeza pode gerar um certo desconforto nos maltratados ambientes urbanos das cidades brasileiras. Auto Press

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