Fim de semana sem fim

Sem grande relevância, os programas de domingo à noite vêm perdendo cada vez mais audiência

iG Minas Gerais | anna bittencourt |

Fraco. Fernanda Lima e André Marques tentam alavancar o reality show “SuperStar”, da Globo
GLOBO/Alex Carvalho
Fraco. Fernanda Lima e André Marques tentam alavancar o reality show “SuperStar”, da Globo

É certo que o horário nobre promove uma corrida das emissoras em busca de audiência. Isso, na maioria das vezes, costuma resultar em programas de qualidade, que deixam o telespectador dividido entre as produções. No entanto, o que ocorre aos domingos com os canais é uma mistura de falta de rumo com a dificuldade de encontrar um nicho para focar. O mais antigo deles, o “Programa Silvio Santos”, aposta em uma fórmula vintage – que repete os moldes do “Topa Tudo Por Dinheiro” – para apresentar ao telespectador a descontração exacerbada do dono do baú. E, por incrível que pareça, é o que tem se dado melhor no Ibope. Sem novidade ou altos custos de produção, o “Programa Silvio Santos” tem uma média de 13 pontos. Em uma época que preza mais pela forma do que pelo conteúdo, as produções têm se nivelado por baixo e se mostrado desinteressantes.

Se Silvio Santos vem desbancando a concorrência com competições entre famosos e pegadinhas, a Globo tenta correr atrás inovando na sua programação dominical. Após testar vários formatos, a bola da vez é o “SuperStar”. O reality show tem um trio de jurados de peso – Ivete Sangalo, Dinho Ouro Preto e Fábio Júnior – e apostou em Fernanda Lima, André Marques e Fernanda Paes Leme na apresentação. No entanto, o programa sofre com a má fase do “Fantástico”. A reformulação e nova roupagem da produção comandada por Tadeu Schmidt e Renata Vasconcellos tem amargado média de 16 pontos, que cai para 11 até o fim do reality. O “Fantástico”, antes pautado por reportagens interessantes, agora é um misto de quadro infantil, com as mazelas de Dráuzio Varella e vídeos sobre o mundo animal. Até a parte esportiva, que antes brilhava com Tadeu, passou a ser piegas e sem graça. E não dá apenas para culpar a produção. O fim do “Domingão do Faustão”, com pegadinhas (mal) gravadas da década de 1900, é quase um apelo para mexer no controle remoto.

Nos últimos anos, para o horário nobre dos domingos, a Record vem optando por uma cópia do “Fantástico”. Nos mesmos moldes de revista eletrônica, o “Domingo Espetacular” é recheado de reportagens mornas, mas com um foco maior no sensacionalismo, como é normal da emissora. A proximidade com o concorrente, a falta de opção e o acerto em algumas matérias investigativas fazem com que a produção apresentada por Paulo Henrique Amorim, Janine Borba e Thalita Oliveira mantenha uma média de 12 pontos. Sem um forte concorrente para se pautar ou sem grandes ideias para fugir da zona de conforto, os programas de domingo acabam afugentando os telespectadores da TV aberta. Preferências  

Ator: Lázaro Ramos Atriz: Minha prima, Lorena da Silva Diretor: Woody Allen Novela preferida: “Que Rei Sou Eu?”, de 1989 Vilão: Nazaré, interpretada por Renata Sorrah em “Senhora do Destino” Filme: “Tatuagem”, de Hilton Lacerda O que falta na TV: Diversidade, sotaques diferentes, mais pessoas produzindo coisas diferentes O que sobra na TV: Muita gente falando  Se não fosse ator, o que seria: Músico Que novela gostaria que fosse reprisada: “Da Cor do Pecado” Que papel gostaria de representar: Um malandro 

 

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