Prandelli critica falta de parada técnica em sedes 'calorentas'

Técnico italiano afirmou ser um absurdo não estar previsto pausas durante os jogos em cidades quentes e úmidas

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES E LEANDRO CABIDO |

Um dos assuntos mais polêmicos envolvendo jogos na cidade de Manaus é, sem dúvida, o fator clima. Tanto é que a condição climática foi alvo de críticas de dois treinadores: Roy Hodgson, da Inglaterra, e Cesare Prandelli, da Itália.

Mesmo depois da vitória por 2 a 1 sobre os ingleses, neste sábado, na Arena Amazônia, o treinador italiano usou a questão “clima de Manaus” para criticar a não realização de paradas técnicas oficiais para a hidratação dos jogadores.

“Sobre as condições climáticas, o realmente acho um absurdo. Não é possível  que não se considere o timeout (parada técnica). O árbitro (o holandês Bjorn Kuipers) foi solidário hoje (sábado) e teve sensibilidade para parar o jogo de vez em quando”, criticou, dizendo que só é possível oferecer espetáculo se houver totais condições para tal.

“Se desejarmos que haja espetáculo, temos que oferecer oportunidade de se fazer o espetáculo”, opinou.

Prendelli deixou claro que fez críticas à falta de paralisações durante os jogos em locais mais quentes, e não à capital amazonense.

Eu disse que é um absurdo não ter o timeout. Não me referi a ser ruim jogar em Manaus. Até  mesmo, porque recebemos uma acolhida muito calorosa na cidade. Parabenizo o povo local que nos ajudou muito. Foi um clima bonito. Absurdo é não ter paradas”, reiterou.

Sobre alguma vantagem que as equipes com mais jogos no Sul do Brasil teriam diante de seleções mais desgastadas pelo calor, Prandelli foi enfático: “Se é vantagem jogar no frio em relação a quem joga no quente e úmido, não sei. Posso dizer que os mais acostumados, vão se aclimatar melhor”, finalizou. 

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