Flerte com o jeito baiano

Salvador se moderniza sem perder as raízes, afirma argentino

iG Minas Gerais | Tânia Ramos |

Cidade Baixa de Salvador vista a partir do Solar do Unhão, com o elevador Lacerda e o Mercado Modelo
Valter Pontes/divulgação
Cidade Baixa de Salvador vista a partir do Solar do Unhão, com o elevador Lacerda e o Mercado Modelo

Tudo que se faz aqui é arte”, resume o empresário argentino Roberto Becerra, ao falar sobre a capital baiana, que, há 30 anos, escolheu para viver perto mar, levado pela esposa paulista. “Salvador é uma cidade gostosa, e seu mar me dá a energia de que preciso”.

Becerra conta que ele aportou lá vindo de uma grande metrópole, Buenos Aires, mas, desde então, tem acompanhado um crescimento monstruoso. “Salvador hoje é uma grande capital, mas mantém suas raízes. Sua nova arquitetura convive ao lado de seu patrimônio histórico preservado”, elogia.

Um entusiasta da capital baiana, o argentino reafirma “a magia de salvador no dia a dia”, onde, a seu ver, o visitante estrangeiro – ou não – vai encontrar muita coisa especial para visitar, desde o mar da Baía de Todos os Santos, salpicada de praias maravilhosas, até a ilha de Itaparica, que, em breve, será ligada ao continente por uma moderníssima ponte. Atualmente, chega-se à ilha de ferryboat ou dirige-se por 350 km para chegar ao outro extremo, enquanto a distância por mar é de 20 km, segundo o empresário da construção civil.

Típicas

O argentino destaca, ainda, a gastronomia baiana, com suas “comidas bravas” – ou seja, “fortes, apimentadas e deliciosas”, que ele diz adorar, como vatapá, acarajé, abará e, obviamente, a legítima moqueca de peixe, com seu toque de dendê.

Para o portenho, a música baiana também é excelente, assim como os artistas plásticos que imprimem suas marcas em obras espalhadas pela cidade em ateliês e galerias. Tudo que é arte, é espetacular em Salvador, segundo ele. Mas nada se compara às festas populares como o São João, que supera até o eletrizante Carnaval na sua preferência. “O São João é a melhor festividade do Brasil, é uma festa típica linda, principalmente nas cidades do interior”, enfatiza Becerra.

Fora de Salvador, Becerra recomenda visitar a Chapada Diamantina – a 399 km da capital, no coração da Bahia –, com suas cachoeiras, grutas e platôs espetaculares. Aliás, a região é pródiga em turismo de aventura.

Tudo isso, segundo ele, vai encantar o turista que for acompanhar os jogos da Copa em Salvador.

Fortaleza

“Bom clima e praias” seduziram suíço

Praias... e mais praias. Foi o que seduziu, há mais de sete anos, o suíço Paride Ballerini a viver em Fortaleza, a capital que vai receber o último jogo da Copa do Mundo no Nordeste. “Sempre gostei do Brasil, de sua cultura, música, Carnaval, praias, festas e do bom humor dos brasileiros”, afirma Ballerini, que, tão logo se aposentou do banco suíço onde trabalhava, resolveu se mudar para o Brasil.

Primeiro, ele viveu três meses em Salvador, mas foi a capital cearense que ganhou, em definitivo, a atenção do candidato a morador. “Pra mim, o mais importante é ter bom clima e boas praias”, resume o suíço, com passagens pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, durante as férias bancárias.

Atrativos

Além das praias, é claro, Ballerini aponta como os principais atrativos de Fortaleza o Beach Park, considerado o maior parque aquático da América Latina, e o Ypióca Park, na fazenda Ypióca, com atividades de aventura e o museu da Cachaça, que mostra o processo de fabricação do produto.

Amante de uma boa gastronomia, ele destaca ainda os restaurantes da cidade, assim como a vida noturna de modo geral. Contudo, o suíço faz uma crítica: “Para quem está em busca de herança arquitetônica, Fortaleza tem pouca coisa para se indicar. Eles destruíram o centro antigo, restando hoje apenas umas três ou quatro igrejas e o teatro José de Alencar”.

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