It’s Brazil!

Estrangeiros que moram no país dão dicas sobre os atrativos das 12 cidades que recebem os jogos da Copa do Mundo 2014

iG Minas Gerais | Paula Coura |

O Mineirão, estádio de BH, vai receber, inclusive, uma partida da semifinal
Uarlen Valério - 4.3.2014
O Mineirão, estádio de BH, vai receber, inclusive, uma partida da semifinal

Pão de queijo, vatapá, chimarrão, tacacá... Roda de samba, funk, arrocha, bossa nova... São tantos atrativos para se conhecer nesse “país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza”– nos versos de Jorge Ben Jor– que, num primeiro momento, deixa qualquer visitante perdido.

E se depender da hospitalidade do brasileiro, claro, vamos querer exibir o que existe que nessa imensidão chamada Brasil. Mas, como sabemos que, às vezes, em uma visita pequena para Copa do Mundo talvez não seja possível apreciar tudo, nós pedimos ajudinha de quem também não conhecia o Brasil, mas se encantou e resolveu fixar residência por aqui.

É o caso da alemã Marion Riedel-Niklahs. Ela se mudou para Brasília em 2008, quando o marido recebeu um convite para trabalhar na Embaixada da Alemanha. Sem falar uma palavra de português, ela veio de “mala e cuia”. Economista e bancária, deixou os seus clientes no país natal para viver uma nova vida na cidade.

“Eu ficava preocupada porque muitas pessoas como eu, mulheres de outros embaixadores ficaram deprimidas, porque não falavam a língua, não se interagiam com outras pessoas. Queria mudar isso. Então, comecei a mostrar o que Brasília tinha de bom”, diz.

E se os turistas vierem de relance, ela não hesita em dar dicas para passeios. “Os monumentos e edifícios são imperdíveis. Tem a Catedral Metropolitana, a praça dos Três Poderes, o Itamarati e o lago Paranoá”, descreve. Mas se a estadia durar mais de dois dias, passeio imperdível é pela Chapada dos Veadeiros e Pirenópolis. “Vivenciar esse espírito é muito importante”.

 

São Paulo

Italiana diz que andar a pé  é o programa

O africano Miguel Amaiga tem a experiência de já ter vivenciado uma Copa do Mundo em seu país, inclusive trabalhando. “Eu era guia turístico na Copa da África do Sul, e posso garantir que o Mundial lá foi mais ordenado do que no Brasil”, descreve.

Professor de inglês em São Paulo, Amaiga diz que se os africanos resolverem visitar uma das maiores cidades do mundo é preciso ter cuidado. “Não deixar câmeras à mostra, andar sempre em grupos e visitar os locais de dia é mais seguro”, adverte. Mas, ele não se esqueceu de destacar a vida noturna. “Restaurantes e os bares são muito bons”, relatou.

Quem também mora na capital paulista é a italiana Caterina Spinelli. Ela está na cidade há alguns meses, por causa da mudança de emprego do marido. Mas, apesar do pouco tempo, ela já fala com propriedade dos pontos turísticos que os italianos não podem perder em São Paulo.

“Depois de um primeiro impacto com prédios altos e ‘muito cimento’, eu recomendaria visitar o parque de Ibirapuera. Pela natureza, arquitetura, arte e multi-etnia, já que ficam todos juntos no mesmo lugar”, relata.

“Depois um passeio pelos bairros Liberdade, Bexiga, Mooca e Brás. Além disso, seria imprescíndivel uma caminhada pela avenida Paulista, com seus prédios elegantes, e pela Oscar Freire, para compras ‘impossíveis”. Ela ainda recomenda uma passadinha pela rua 25 de Março, pelo Mercado Municipal e pela praça da Sé.

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