PM fecha praça Sete com seis militares para cada um manifestante

Até o momento, nenhum ato de vandalismo e nem de confronto entre policiais e manifestantes foi registrado na capital; grupo está sentado no momento da praça

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Vista superior da praça Sete no começo da tarde deste sábado
LINCON ZARBIETTI
Vista superior da praça Sete no começo da tarde deste sábado

O primeiro jogo da Copa do Mundo, acontece nesse sábado (14), em Belo Horizonte, entre as seleções da Colômbia e da Grécia, no Mineirão, na região da Pampulha. Enquanto isso, na praça Sete, no centro da cidade, cerca de 200 manifestantes protestam contra o que eles chamam de desmandos da Fifa e contra os altos gastos para a realização do evento de futebol no Brasil.

Em resposta à população que está nas ruas, a Polícia Militar (PM) colocou 1.200 homens fechando a praça, sendo seis militares para casa um manifestante. Essa nova ação da polícia, foi tomada após o quebra-quebra que se espalhou pelas regiões da praça da Liberdade e do centro da capital na última quinta-feira (12), quando foi realizado o primeiro ato classificado como "antiCopa". Na ocasião, vândalos quebraram portas de vidro de estabelecimentos públicos e privados e pelo menos 15 pessoas foram presas.

O ato “Copa sem povo, tô na rua de novo” é organizado pelo Comitê Popular dos Atingidos pela Copa (Copac), pela Assembleia Popular Horizontal, pelo Tarifa Zero e pelo UFMG Contra a Copa. Grupo reivindica pelo fim das remoções forçadas e pela garantia do direito à cidade e à moradia adequada a todos; pelo transporte público e de qualidade; pela desmilitarização da polícia; contra os gastos abusivos da Copa, exigindo auditoria popular da dívida pública e das privatizações ocorridas nos três níveis de governo; pela revogação da Lei Geral da Copa, que, segundo eles, fere a soberania brasileira em nome da Fifa; dentre outras coisas.

Neste sábado, já foram presas nove pessoas, entre elas um casal com máscaras ninja, um homem com soco inglês e um outro com coquetel molotov. Todos foram encaminhados para a Delegacia Regional Noroeste, no bairro Alípio de Melo.

De acordo com o tenente-coronel Alberto Luiz, chefe de comunicação da PM, se os manifestantes quiserem ir para o Mineirão, só passarão pelo bloqueio após serem revistados um a um. Nessa sexta-feira (13), o tenente-coronel afirmou em entrevista que a violência contra patrimônios públicos e privados não voltaria a acontecer em Belo Horizonte. Até o momento, nenhum ato de vandalismo e nem de confronto entre policiais e manifestantes foi registrado na capital.

O grupo classifica a ação da PM como “golpe moral e fascista” e dizem que estão enclausurados. Os manifestantes sentaram ao redor do monumento do Pirulito, como símbolo de ocupação do centro da cidade.

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