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Podemos dizer que o grande time da Espanha acabou? Parece que sim, mas ainda é cedo. O espanhol mais otimista vai dizer que a equipe também perdeu o primeiro jogo, na Copa de 2010, para a fraca Suíça, e que foi campeã. Vai se lembrar ainda que, quando o jogo de ontem estava 1 a 0 para a Espanha, David Silva perdeu um gol diante do goleiro. Se fizesse, provavelmente a história seria outra. Assim é o futebol. A atuação da Holanda foi excepcional, na marcação e nas jogadas rápidas, com lançamentos e finalizações perfeitas. O trio ofensivo, formado por Sneijder, Van Persie e Robben, foi magistral. Os riscos de a Espanha cair na primeira fase são grandes. O futebol holandês é um reflexo do país, diferente, ousado, transgressor. Enquanto os espanhóis estavam confinados no hotel, os holandeses, no dia de folga, brincavam no mar e ainda saíam à noite, sem hora para voltar. Dizem que voltaram às 11h. Estavam todos felizes. Também por isso, jogaram muito. Péssimo início da arbitragem. Está pior que no Campeonato Brasileiro. Não houve o pênalti marcado para a Espanha. Além do vergonhoso pênalti a favor do Brasil, anularam dois gols legítimos do México, contra Camarões. O time mexicano foi envolvente, com muita troca de passes e qualidade individual. Porém, marca mal. Emoção. O ser humano vive uma contradição neste mundo globalizado. Quer ser um cidadão do mundo, ultrapassar as fronteiras físicas e imaginárias e, ao mesmo tempo, tem muito prazer, orgulho, de fazer parte de sua nação, de seu estado, de sua cidade, de seu bairro e de sua rua. A emoção dos jogadores brasileiros, alguns com lágrimas nos olhos, antes do jogo contra a Croácia e quando cantaram o Hino Nacional, contribui para aumentar o entusiasmo e melhorar a qualidade da equipe. O Brasil começa a ganhar os jogos no Hino.

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