Nem precisa ter mais Copa

iG Minas Gerais |

A Copa do Mundo no Brasil começou com tudo dentro de campo, muito mais do que fora, ao contrário do que se imaginava, ainda bem. Os primeiros três jogos, todos encerrados até o momento em que escrevi a coluna, foram muito bons, conceito que contou com o sensacional Espanha e Holanda para elevar, e muito, a média. O que se viu ontem no jogo da capital baiana foi simplesmente maravilhoso, e por tudo. Um jogo entre os finalistas do último Mundial, o campo recheado de craques – alguns que eu até nem ousava chamar assim antes dessa sexta-feira –, muitos e belíssimos gols, um placar inesperado e uma equipe que mostrou ter potencial para, enfim, levar a Holanda ao tão sonhado título inédito da Copa. Foi um passeio, como eu não lembro ter visto entre times equivalentes em Mundiais. Van Persie e Robben entraram para a história das Copas mesmo que a Holanda não passe da primeira fase, o que não vai ocorrer. As atuações de ontem foram coroadas com gols inacreditavelmente bonitos, como o de cabeça, de Van Persie. Por falar na fase seguinte, pintou a Espanha no caminho do Brasil, embora alguns achem que o Chile pode ficar com a segunda vaga do grupo B, já que a primeira é dos holandeses. Mesmo que a seleção brasileira possa até jogar a última rodada da primeira fase podendo “escolher” quem pegar nas oitavas de final, antes do jogo de ontem eu já achava ser melhor cruzar com a Espanha. Depois do baile dessa sexta-feira então. Se for o Chile, é melhor ainda. Claro que Felipão vai colocar o time para ganhar os três jogos. Isso dá moral e confiança em uma disputa tão curta. É bom lembrar que a Holanda sempre fez jogos complicados contra o Brasil em Copas, mesmo quando não tinha equipes do mesmo nível, a maioria das vezes. Essa Espanha o Brasil já conhece e o Chile é freguês de carteirinha na competição. Quanto à estreia da seleção brasileira, foi boa. O time mostrou muita maturidade ao sair perdendo nas circunstâncias que foram e soube virar o jogo, com uma mãozona do juiz japonês. A Fifa não aprende! Continua chamando para a Copa árbitros e bandeiras de países sem nenhuma tradição no futebol para fazer média política, embora os erros graves, mas não decisivos, nos três primeiros jogos, todos em lances de gol, tenham sido cometidos por um japonês, um colombiano e um italiano. O pênalti em Fred foi ridículo e o segundo gol anulado do México, inacreditável. A falta não dada em Casillas, incompreensível. Sorte dos árbitros que o futebol venceu suas péssimas atuações.

Administrador Dentre os juízes dessas partidas, o colombiano Wilmar Roldán (México e Camarões), foi o pior. Além de confirmar a anulação de um gol legítimo do México, deixou o time de Camarões dar vários carrinhos violentos e perigosos mesmo se fossem em um campo seco. “Esqueceu” o cartão amarelo no bolso para não ser obrigado a expulsar alguém no fim do jogo. No fim da partida, amarelou só para constar, pois sabia que não daria mais tempo para expulsar. Queria ver se fosse na canela dele.

Omissão Como um árbitro vê um escanteio cobrado, a bola desviada por um defensor sobrando para o atacante fazer o gol e não bate no peito para desautorizar a marcação absurda de impedimento pelo bandeira? Haja omissão! Por falar em omissão, a presidente não discursou na abertura da Copa para não ser vaiada, mas foi xingada. Se ela não aguenta vaia, então que vá pra casa cuidar do neto e deixe o país para alguém minimamente corajoso para governar uma nação. Se é pra ser criticada, que lhe reste a hombridade.

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