Músculos importam mais que estilo para os ‘spornossexuais’

Novo termo nasceu da junção das palavras “esporte”, “pornô” e “sexual”

iG Minas Gerais |

Ícone. O jornalista responsável pela nova ‘classe’ de homens elegeu o jogador de futebol Cristiano Ronaldo como um 
de seus símbolos
Divulgação Armani
Ícone. O jornalista responsável pela nova ‘classe’ de homens elegeu o jogador de futebol Cristiano Ronaldo como um de seus símbolos

Londres, Reino Unido. O jornalista britânico que inventou o termo metrossexual, 20 anos atrás, acaba de cunhar o termo para definir uma nova “categoria” de homens: o “spornossexual”, mistura das palavras “esporte”, “pornô” e “sexual”. Em um artigo publicado no “Telegraph” nesta semana, Mark Simpson decretou os metrossexuais águas passadas e consumadas, afinal, os homens britânicos, hoje, gastam mais dinheiro em sapato do que as mulheres, segundo a empresa de pesquisa de mercado Mintel.

O repórter, então, criou o termo spornossexual para definir a nova geração de homens de vinte e poucos anos. Com abdômens sarados e tatuagens que valorizam os músculos, eles são menos apegados às roupas e mais ligados em aperfeiçoar seus próprios corpos. Seus músculos e a pele se tornam os acessórios mais chiques, e a academia é o templo desse tipo de consumo, comparável às lojas de grife.

A nova onda também torna os metrossexuais ainda mais sexuais, pois homens como os jogadores Cristiano Ronaldo e David Beckham, considerados, por Simpson, os símbolos da spornossexualidade, querem ser desejados.

“Um novo termo é necessário para descrevê-los, esses homens bombados dos anúncios, nos quais o esporte vai para a cama com o pornô, enquanto Mr. Armani tira fotos”, define Mark Simpson, antes de acrescentar: “Vamos chamá-los de spornossexuais”.

Mas, ao contrário dos antigos anúncios metrossexuais de Beckham, nos quais seus atributos provavelmente eram reforçados artificialmente, os spornossexuais de hoje usam o Photoshop na vida real: a musculação. “Para a geração de hoje, as redes sociais, os selfies e a pornografia são os principais vetores da vontade dos homens de serem desejados. Eles querem ser desejados por seus corpos, e não por seus guarda-roupas. E, certamente, não por suas mentes”, analisa o repórter, dando como exemplo o modelo britânico Dan Osborne.

Os metrossexuais. Simpson escreveu pela primeira vez sobre os metrossexuais em 1994, no jornal “The Independent”, após ir a uma exposição organizada pela revista “GQ”, batizada “É um mundo de homens – Primeira exposição de estilo da Grã-Bretanha para homens”.

À época, ele definiu o futuro da masculinidade como uma mistura entre a vaidade, o consumo e a feminilidade. Ele previu que os homens se tornariam extremamente vaidosos e consumistas, sempre cuidando do cabelo meticulosamente e investindo em roupas e acessórios caros. Ainda apostou que eles seriam o maior mercado consumidor da década de 1990 e das subsequentes.

Inspirações

Masculino. Como o nome da nova “classe” de homens sugere, a inspiração para como os músculos devem ser e a forma de se portar e vestir dos spornossexuais é a pornografia e o esporte.

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