Possíveis fraudes na mira da Interpol

iG Minas Gerais |

Declaração. Secretário geral da Interpol, Ronald Noble, avisou ontem que já enviou agentes ao Brasil para investigar o andamento da competição
Andrew Medichini
Declaração. Secretário geral da Interpol, Ronald Noble, avisou ontem que já enviou agentes ao Brasil para investigar o andamento da competição

Rio de Janeiro. Após os lances polêmicos com falhas da arbitragem nos primeiros jogos da Copa, uma notícia veiculada pela rede de TV norte-americana CNN agitou ontem os bastidores da Copa no Brasil. 

Em entrevista ao programa Quest Mean Business, na tarde de ontem, o secretário geral da Interpol (organização de polícia internacional com 190 países-membros), Ronald Noble, revelou que a instituição já teria enviado uma equipe para o Brasil para investigar uma possível manipulação de partidas no Mundial. “Posso garantir que, agora, enquanto a Copa acontece, existem grupos de crime organizado trabalhando com apostas ilegais. Isso pode influenciar no resultado de um jogo ou no que acontece em campo, com suborno ou corrupção”, disse Noble em entrevista ao apresentador do programa.

De acordo com Noble, as apostas não seriam apenas sobre os resultados dos jogos, mas também sobre outros lances que acontecem em campo. “Um pênalti, qual equipe dá a saída de bola, para quem é o primeiro escanteio... as pessoas apostam milhões de dólares nessas coisas. É assim que definimos o termo 'manipulação' num jogo”, afirmou o secretário geral da organização internacional.

Negativa. Na noite de ontem, o chefe da Interpol no Brasil tentou pôr panos quentes na declaração de seu superior. Em coletiva convocada às pressas, Luiz Eduardo Navajas, negou completamente a informação dada por Noble à CNN. Segundo Navajas, não há em andamento nenhuma investigação sobre fraudes em eventos esportivos. Navajas informou que houve um treinamento da Interpol na última terça-feira, em Brasília, com 80 policiais de 38 países sobre formas de coibir possíveis casos.

“A Interpol solicitou treinamento sobre match-fixing, que é acerto de jogos, e integridade nos esportes. Pediram que o treinamento fosse realizado antes da Copa, aproveitando a oportunidade de reunir policiais de 38 países. Fizemos o treinamento no dia 10 de junho e só”, garantiu o chefe da Interpol no Brasil.

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