Time belga não quer saber do clima de ‘já classificou’

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A esfera superior do monumento Atomium, em Bruxelas, foi envolvido ontem com as cores belgas para apoiar a selecção nacional de futebol na Copa do Mundo no Brasil
Geert Vanden Wijngaert/AP
A esfera superior do monumento Atomium, em Bruxelas, foi envolvido ontem com as cores belgas para apoiar a selecção nacional de futebol na Copa do Mundo no Brasil

MOGI DAS CRUZES. Após uma campanha de destaque na Eliminatória da Copa de 2014, a Bélgica ganhou o rótulo de “seleção sensação”. Mas o título não agrada os jogadores da equipe.

No Brasil desde a última terça-feira, o elenco, que terminou a Eliminatória invicto, com oito vitórias em dez jogos, está se preparando no Resort Paradise, em Mogi das Cruzes.

“Nós temos tranquilidade em relação à expectativa que foi criada pelos jornalistas e pelos torcedores. Não podemos nos empolgar. Vamos repetir o que foi feito até aqui”, disse Steven Defour, 26, defensor do Porto, de Portugal, em entrevista coletiva nessa sexta.

A Bélgica está no Grupo H, ao lado de Rússia, Argélia e Coreia do Sul. A equipe estreia na Copa do Mundo na próxima terça-feira, no Mineirão.

O goleiro Thibaut Courtois, 22, do Atlético de Madrid, da Espanha, prevê que a Rússia será o adversário mais complicada. Segundo ele, os russos jogam os torneios europeus e têm um campeonato nacional forte.

“A Argélia tem jogadores que atuam na Espanha, que têm qualidade. A Coreia do Sul é muito rápida e pode surpreender. Todos nos veem como favoritos, mas é preciso ter cuidado”, disse Courtois.

Até mesmo o técnico Marc Wilmots foi cauteloso e fechou a cara ao ser questionado se a qualidade da Bélgica atual pode ser comparada à do time francês campeão mundial em 1998. “Não há relação. A França atuou em casa naquele ano. Hoje é o Brasil que é o dono da casa”, disse.

Quase belgas. Mogi das Cruzes, terra onde Neymar nasceu, se transformou, desde o início da semana, em um pedaço da Bélgica. Nessa sexta, 300 crianças da rede pública de ensino assistiram ao treino da seleção. Alunos de nove escolas, com idade entre 9 e 10 anos, estavam com bandeiras da Bélgica e do Brasil. “Nós fizemos trabalhos sobre a Bélgica e conhecemos alguns jogadores”, disse Matheus Pereira Ramos, 10, de Jundiapeba.

Sem bagunça A seleção da Croácia negou nessa sexta ter danificado o vestiário do Itaquerão após a derrota para o Brasil, como afirmou na véspera o gestor do estádio, Andrés Sánchez. Após o jogo, Sánchez disse que os croatas “bagunçaram e sujaram tudo. Ficaram três dedos de água nos corredores”. Em nota oficial, o grupo croata afirmou que uma mesa quebrou por não ter aguentado peso do material em cima dela. Sobre a água, a federação afirmou que, devido ao estádio “inacabado”, a drenagem da água dos chuveiros não funcionou, e por isso o vestiário ficou molhado. “Não houve destruição. Esse não era o clima no vestiário croata”, afirmava a nota.

Objeto aéreo preocupa França A França pretende usar os dois próximos treinos, antes da estreia contra Honduras, no próximo domingo, em Porto Alegre, para aperfeiçoar o esquema tático. O técnico francês, Didier Deschamps, porém, parece mais preocupado com as aparições de um drone (veículo aéreo controlado remotamente e com câmera) nas atividades do grupo. Ele pediu à Fifa que investigue, mesmo após o dono do aparelho, Gabriel Bert, 31, ter garantido que não se trata de espionagem, apenas curiosidade.

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