Chefe de arbitragem da Fifa nega complô pró-Brasil

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Rindo à toa. Após vitória sobre a Croácia na estreia, titulares da seleção brasileira não treinaram e fizeram atividades na piscina em clima bastante descontraído
Rafael Ribeiro/CBF
Rindo à toa. Após vitória sobre a Croácia na estreia, titulares da seleção brasileira não treinaram e fizeram atividades na piscina em clima bastante descontraído

O chefe de arbitragem da Fifa, o suíço Massimo Busacca, descartou nessa sexta a existência de um complô para favorecer o Brasil na Copa do Mundo e pediu “respeito” aos juízes. O suíço classificou o pênalti a favor do Brasil apitado pelo japonês Yuichi Nishimura como um “lance difícil” e afirmou que o juiz não teve intenção de prejudicar a Croácia na partida de abertura. São Paulo.

O técnico croata, Niko Kovac, ficou revoltado com o lance, disse que “é lógico que o anfitrião tem alguma vantagem” e afirmou que o Mundial corre o risco de se tornar um “circo” caso a arbitragem continue se comportando dessa maneira.

“Temos que acreditar que os árbitros são honestos. Não podemos pensar que ele vai decidir algo porque falaram para ele agir assim. Isso é fantasia. Críticas são normais, é questão de opiniões diferentes. Mas é preciso respeito”, disse Busacca.

O diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, também negou que exista uma orientação para que os juízes auxiliem a seleção brasileira a conquistar o hexacampeonato mundial. “A Fifa não está ajudando o país anfitrião. Não estamos aqui para favorecer ninguém”, disse.

O lance polêmico determinou a virada brasileira sobre a Croácia. O zagueiro Lovren colocou as mãos nos ombros de Fred, que caiu na sequência. O time da casa marcou outro gol no fim e venceu a partida por 3 a 1.

“O árbitro estava bem posicionado e viu o gesto (do puxão). Mas é difícil para quem não está no lance determinar a intensidade do movimento, se o gesto é suficiente para derrubar o adversário”, adicionou Busacca, sem precisar se, na sua avaliação, o juiz deveria ou não ter marcado pênalti.

O chefe da arbitragem disse que sua comissão ainda irá se reunir para analisar a atuação de Nishimura, mas que é provável que ele apite outras partidas no Mundial. “O jogo tem 90 minutos, não é composto por um lance apenas. Nenhuma decisão será tomada baseada apenas nessa jogada”, finalizou.

Harmonia entre torcida e seleção está mais forte São Paulo. A estreia do Brasil na Copa do Mundo mostrou que o elo com a torcida segue cada vez mais forte. O hino nacional cantado com orgulho antes da partida e as demonstrações de incentivo, mesmo quando o time perdia e passava por dificuldades, dão provas de que os gritos das arquibancadas podem fazer a diferença na caminhada do hexa. Dentro de campo, os jogadores se sentem confiantes com a contribuição da torcida. Para eles, as vaias, quando aparecem, põem o time para baixo. “Em outras oportunidades, como nas Eliminatórias de 2010, nós passamos por uma experiência complicada. Agora, desde a Copa das Confederações, essa união com a torcida tem sido muito linda”, ressaltou o goleiro Julio Cesar. Na vitória de virada sobre a Croácia, por 3 a 1, a seleção brasileira saiu perdendo em um gol contra do lateral Marcelo. A torcida não ligou e manteve o otimismo. “Foi importante para ver se a torcida está do nosso lado, para virar o placar quando tomamos o gol cedo. Deu para ver que estamos bem, estamos preparados”, analisou Marcelo, que não se abalou com o erro justamente por causa do apoio. “Eu fiquei tranquilo. Não me abati. É coisa normal que acontece no jogo. Tive o apoio da torcida”, ponderou.

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