Bandas de SP se juntam para lançar novo selo

Grupo Memórias de um Caramujo lançou disco “Casa Cheia” em maio; banda O Terno lançará seu segundo disco em agosto

iG Minas Gerais |


O Memórias de um Caramujo lançou o disco “Casa Cheia” em maio
Gal Oppido
O Memórias de um Caramujo lançou o disco “Casa Cheia” em maio

São Paulo. Sete bandas e uma cantora de São Paulo dividiam estúdio, produtor, palco e até alguns integrantes. Neste ano, formalizaram a parceria já existente e criaram o coletivo e selo musical Risco, que lançará seus álbuns em vinil e promoverá shows. As conexões entre as bandas, com sonoridades bem diferentes, são difíceis de acompanhar: para ficar num exemplo, os músicos André Vac e Gabriel Basile estão no Charlie & Os Marretas, de funk, no Memórias de um Caramujo, mais MPB, e no Grand Bazaar, de música cigana. Completam o time o Noite Torta, O Terno, Os Mojo Workers, Caio Falcão e o Bando e Luiza Lian.

O coletivo nasceu no estúdio Canoas, onde os grupos gravaram trabalhos, conta Victor Chaves, 23, do Terno. “Começamos a nos encontrar para organizar os lançamentos dos discos e pensar em projetos, em estratégias de divulgação e eventos”.

Segundo Gabriel Milliet, 25, membro do Memórias e do Grand Bazaar, o coletivo nasceu da necessidade de encontrar novos modelos de gerir negócios, já que os músicos de hoje não têm amparo de gravadoras. “As respostas vão vir assim, com artistas se organizando para lançar seu material em pequenos grupos”.

“Formar a carreira de uma banda exige um tempo grande. Às vezes é mais fácil se construir como um grupo de bandas”, diz Gabriel Basile, 25. Os músicos destacam, entretanto, que não constituem um movimento musical. “Não existe uma unidade de pensamento entre as bandas”, diz Jonas Garcia, 26, guitarrista do Noite Torta. “O coletivo é a primeira faísca, que pode dar em alguma coisa, em uma proposta estética”.

“O Risco não é, mas eu quero que seja, um espaço mais amplo de discussão estética e artística”, acrescenta Milliet. “Não somos um movimento. Podemos ser”. Um dos objetivos do grupo é promover lançamentos em vinil. “O CD hoje é um pedaço de plástico descartável, um cartão de visitas”, diz Guilherme Giraldi, 27, baixista dos Marretas. “Ouvir vinil é mais ritualístico”.

As bandas também se organizam para tocar juntas. Em 29 de junho será realizado o primeiro festival Risco, com shows de O Terno, Luiza Lian, Memórias de um Caramujo, Charlie & Os Marretas e Mojo Workers. “Já apareceu até a ideia de ficarmos trancados durante uma semana compondo juntos”, brinca Basile.

Por ora, o selo Risco prepara uma série de lançamentos, o que vai ao encontro da intensa produção desses músicos. Estão previstos os álbuns “Rio Adentro”, do Noite Torta, que sai em julho, seguido pelo segundo álbum do Terno, em agosto. Em maio deste ano já vieram à luz os discos “Charlie & Os Marretas”, da banda homônima, e “Cheio de Gente”, do Memórias.

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