Itália e Inglaterra medem forças no calor da selva amazônica

Um dos jogos mais esperados da primeira fase será disputado em Manaus, depois de muitas reclamações dos ingleses sobre o clima

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES E LEANDRO CABIDO |

A Copa do Mundo reservou para o Norte brasileiro mais um grandioso encontro. Além da maravilha natural que é o misturar das águas do rio Negro e do Solimões, Itália e Inglaterra, duas seleções campeãs mundiais, ficam frente a frente, hoje, às 19h, na Arena Amazônia. A partida é válida pela Chave D, chamada de “grupo da morte” por ter ainda Uruguai e a Costa Rica.

As reclamações feitas, principalmente pelo técnico inglês Roy Hodgson sobre o palco do jogo, localização geográfica e o clima de Manaus, agora ficam em segundo plano. Mais quente que o próprio município manauara estará o ambiente dentro de um dos estádios de estrutura mais arrojada do Mundial.

"Itália e Inglaterra sempre fazem partidas atrativas porque é o confronto de dois modos de jogar. É uma grande equipe, melhoraram muito, com jovens que têm muita qualidade", disse o experiente meiaPirlo, de  35 anos, maestro da Itália.

Dentro de campo, as duas potências europeias farão o que pode ser chamado de tira-teima em Copas do Mundo. Não será a primeira vez de ingleses e italianos em Mundiais, mas o confronto volta a acontecer depois de mais de duas décadas. Para ser exato, após 24 anos.

O último embate da equipe do País da Bota com o Time da Rainha foi na Copa de 1990, na Itália. O jogo terminou com o placar de 2 a 1 para a Azurra, que ficou à época com o terceiro lugar, prêmio de consolação, já que atuava em casa. Roberto Baggio e Totó Schillaci fizeram os gols da Itália, com Platt descontando para a Inglaterra.

E nem só em 90 o “English Team” sofreu derrota doída para a Azurra. Na Uefa Euro 2012, em Kiev, na Ucrânia, o maestro Pirlo, com uma cavadinha nas disputas penais, decretou a eliminação da Inglaterra nas quartas de final. Jogo em que o goleiro Joe Hart lembra muito bem.

“Foi difícil aquele último jogo contra a Itália, mas desde então muita coisa mudou. Nós seguimos adiante e progredimos como seleção. Estamos prontos e preparados para ganhar. A Euro já foi há dois anos. Sabemos tudo o que foi feito e estamos ansiosos para a partida”, comentou.

Agora a história é diferente. O duelo não decidirá nenhum título em especial, mas uma vitória pode ser essencial para os planos futuros de ambas as seleções. Justamente pela dificuldade do Grupo D

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