Justiça irá ouvir testemunhas do caso Joaquim em setembro

Mãe de Joaquim, Natália Mingoni Ponte, também será ouvida pela juíza Isabel Cristina Alonso dos Santos Bezerra, da 2ª Vara do Júri e das Execuções Criminais de Ribeirão Preto

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Suspeitas. Joaquim desapareceu na madrugada do dia 5 de novembro de 2013
Reprodução/Arquivo pessoal
Suspeitas. Joaquim desapareceu na madrugada do dia 5 de novembro de 2013

As testemunhas de defesa e acusação de Guilherme Raymo Longo, padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, –encontrado morto no rio Pardo em novembro do ano passado - serão ouvidas pela Justiça nos dias 11 e 12 de setembro.

As datas foram marcadas pela juíza Isabel Cristina Alonso dos Santos Bezerra, da 2ª Vara do Júri e das Execuções Criminais de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo). Longo é o principal suspeito pelo crime que chocou o país.

Longo está preso preventivamente na penitenciária de Tremembé (147 km de São Paulo) e deverá permanecer no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Serra Azul (302 km de São Paulo) durante a primeira fase de instrução, segundo o advogado dele, Antônio Carlos Oliveira.

Longo teve o quarto pedido de liminar de habeas corpus negado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo). Na última segunda-feira (9), a defesa dele entrou com o pedido sob alegação de que havia demora no julgamento.

A mãe de Joaquim, Natália Mingoni Ponte, também será ouvida pela juíza. Ela, que ficou presa em Tremembé em janeiro, está solta graças a um habeas corpus. Atualmente, Natália mora com os pais em São Joaquim da Barra (382 km de São Paulo).

Segundo o promotor Marcus Tulio Alves Nicolino, testemunhas que moram em outras cidades deverão prestar depoimento por meio de carta precatória. Longo e Natália serão os últimos a serem ouvidos pela juíza.

Após os depoimentos, a juíza decidirá sobre o destino do casal, o que pode incluir a ida deles para júri popular.

Para a Promotoria, Longo matou Joaquim e depois jogou o corpo da criança no córrego Tanquinho, localizado a cerca de 200 metros onde a família morava, no bairro Jardim Independência, em Ribeirão Preto.

O corpo da criança foi encontrado cinco dias depois no rio Pardo, em Barretos (423 km de São Paulo). Para a Promotoria e a Polícia Civil, embora não tenha participação na morte do filho, Natália foi omissa porque sabia dos riscos a que Joaquim estava exposto convivendo com Longo.

Em depoimentos nas semanas seguintes à morte da criança, Natália afirmou que o marido apresentava um comportamento agressivo e já havia deixado Joaquim de castigo algumas vezes. Ambos alegam inocência.

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