Vale cai mais de 2%, mas não impede Bolsa de fechar 2ª semana no azul

Apesar do desempenho negativo, o Ibovespa acumulou ganho de 3,16% na semana. Foi a segunda alta semanal consecutiva do índice

iG Minas Gerais |

O principal índice da Bolsa brasileira fechou esta sexta-feira (13) em queda de 0,54%, aos 54.806 pontos, pressionado pela baixa das ações da Vale diante de nova queda no preço do minério de ferro negociado no mercado à vista chinês.

Apesar do desempenho negativo, o Ibovespa acumulou ganho de 3,16% na semana. Foi a segunda alta semanal consecutiva do índice.

Para Julio Hegedus, economista-chefe da consultoria Leme Investimentos, a Bolsa brasileira passou por um ajuste nesta sexta à queda dos mercados externos nesta quinta, quando a BM&FBovespa estava fechada por causa do feriado em São Paulo, devido ao jogo de abertura da Copa do Mundo.

"Os mercados externos se preocupam com o aumento das tensões no Iraque e o risco de um conflito afetar os preços das matérias-primas ou a economia americana", afirma Hegedus.

A agenda econômica interna trouxe dados positivos, mas ficou em segundo plano. O Banco Central apontou crescimento da economia brasileira em abril, superando a previsão de analistas. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do BC) avançou 0,12% na comparação com março, segundo dados dessazonalizados (livres das influências de cada período).

Os papéis preferenciais (sem direito a voto) da Vale tiveram desvalorização de 2,46% nesta sexta, enquanto os ordinários (com direito a voto) mostraram recuo de 3,51%.

A mineradora brasileira teve sua recomendação cortada pelo Morgan Stanley, nesta quinta, para "equalweight" (em linha com a média do mercado). Além disso, o preço do minério de ferro na China --principal destino das exportações da Vale-- no mercado à vista renovou recorde de baixa nesta sexta, para o menor nível em 21 meses.

As ações da companhia aérea Gol também estiveram entre as principais quedas do Ibovespa, com baixa de 3,90%. A empresa divulgou dados operacionais para maio, que foram considerados sólidos pelo banco UBS.

CÂMBIO

No câmbio, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, teve desvalorização em relação ao real de 0,31%, cotado em R$ 2,229 na venda. Na semana, houve baixa de 0,88%. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, cedeu 0,17% no dia e 0,89% na semana, para R$ 2,230. O Banco Central deu continuidade ao seu programa de intervenções diárias no mercado de câmbio, através do leilão de 4 mil contratos de swap (operação que equivale a uma venda futura de dólares) por um total de US$ 198,7 milhões.

A autoridade também promoveu um outro leilão para rolar 10 mil contratos de swap que venceriam em 1º de julho, por US$ 494,4 milhões.

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