Com show de Robben e Van Persie, Holanda massacra Espanha

Dupla fez quatro gols na goleada da Laranja Mecânica por 5 a 1

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

Jogadores comemoram gol de pênalti marcado por Xabi Alonso
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Jogadores comemoram gol de pênalti marcado por Xabi Alonso

Em 2010, os espanhóis deram show, encantaram o planeta e ditaram as regras do futebol. Era um time de encher os olhos de qualquer amante do esporte jogado com a bola nos pés e que fez por merecer a conquista da Copa do Mundo daquele ano. Passados quatro anos, chega ser surreal ver a mesma equipe sendo uma presa fácil da Holanda, que perdeu a final da última edição da competição, mas que saboreou o gosto de uma das vinganças mais doces da história do torneio, nesta sexta-feira, na Arena Fonte Nova. Ou melhor dizendo, ainda irá saborear por muito tempo.

Nem mesmo o mais otimista dos torcedores da Laranja – trajada de azul nesta sexta-feira – poderia imaginar sua seleção aplicando uma goleada por 5 a 1, de virada, sobre a então toda poderosa Espanha. E com direito a olé.

O grito comum nas touradas e nas partidas de futebol dos ibéricos, desta vez, saiu da garganta dos bravos aficionados holandeses. Cortesia de Robben e Van Persie, autores de dois gols, cada, e Vrij, alguns dos guerreiros ferozes de um exército recheado de bons valores, sob o comando de Louis Van Gaal. O tento dos espanhóis, anotado por Xabi Alonso, deu a falsa impressão de que a Fúria iria deslanchar em sua estreia. Ledo engano.

E não foi apenas a Holanda quem teve sua vingança. Os brasileiros também. Enfurecidos com Diego Costa, que preferiu defender a seleção espanhola do que a do país tupiniquim, o atacante foi ‘execrado’ pela torcida verde-amarela presente na Arena Fonte Nova, em Salvador. Era só ele pegar na bola para as vaias e os gritos hostis surgirem das cadeiras da Arena.

O jogo. Ver a Espanha trocando passes sem pressa e aguardando o momento propício para atacar era um verdadeiro teste de paciência aos holandeses. Quando conseguiu encontrar a brecha tão desejada, a Espanha chegou ao gol. Após Vrij derrubar o perseguido Diego Costa na área, Xabi Alonso converteu o pênalti e colocou os atuais campeões do mundo à frente do placar.

Logo no lance seguinte começou o show da Holanda. Blind mostrou grande visão de jogo ao encontrar Van Persie livre na área. Num misto de categoria e raça, o atacante aproveitou bem o lançamento primoroso com uma cabeçada mortal: 1 a 1.

No segundo tempo, a Laranja atropelou. Blind brilhou novamente ao dar passe precioso a Robben, que esbanjou categoria para se livrar nos marcadores, vencer Casillas e virar o jogo.

A Espanha sentiu o baque. Depois da falta cobrada por Sneijder na área, Vrij ampliou e se redimiu do pênalti cometido na primeira etapa. Mas antes de balançar as redes, Casillas recebu falta de Van Persie, não assinalada pela arbitragem, o que gerou muita irritação dos espanhóis.

A tarde de Casillas não poderia ser pior. Ou poderia? Sim, poderia! Após erro grosseiro do arqueiro, Van Persie anotou o quarto. Mas o martírio não terminou. O goleiro levou um drible humilhante de Robben, que deu números finais à vingança.