Chefe da arbitragem nega complô pró-Brasil e pede respeito a juiz japo

Representante suíço crê em honestidade do árbitro japonês e acredita que críticas são normais

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Arbitragem de Yuichi Nishimura foi muito contestada pelos croatas
Jefferson Bernardes/VIPCOMM
Arbitragem de Yuichi Nishimura foi muito contestada pelos croatas

O chefe de arbitragem da Fifa, o suíço Massimo Busacca, descartou nesta sexta-feira (13) a existência de um complô para favorecer o Brasil na Copa do Mundo e pediu "respeito" aos juízes. Busacca classificou o pênalti a favor do Brasil apitado pelo japonês Yuichi Nishimura como um "lance difícil" e afirmou que o juiz não teve intenção de prejudicar a Croácia na partida de abertura, nesta quinta-feira. O técnico croata, Niko Kovac, ficou revoltado com o lance, disse que "é lógico que o anfitrião tem alguma vantagem" e afirmou que o Mundial corre o risco de se tornar um "circo" caso a arbitragem continue se comportando dessa maneira.

"Temos que acreditar que os árbitros são honestos. Não podemos pensar que ele vai decidir algo porque falaram para ele agir assim. Isso é fantasia. Críticas são normais, é questão de opiniões diferentes. Mas é preciso respeito", disse Busacca. O diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, também negou que exista uma orientação para que os juízes auxiliem a seleção brasileira a conquistar o hexacampeonato mundial. "A Fifa não está ajudando o país anfitrião. Não estamos aqui para favorecer ninguém", disse. O lance polêmico decretou a virada brasileira sobre a Croácia. O zagueiro Lovren colocou suas mãos nos ombros de Fred, que caiu na sequência. O time da casa marcou outro gol no fim e venceu a partida por 3 a 1. "O árbitro estava bem posicionado e viu o gesto [do puxão]. Mas é difícil para quem não está no lance determinar a intensidade do movimento, se o gesto é suficiente para derrubar o adversário", adicionou Busacca, sem precisar se, na sua avaliação, o juiz deveria ou não ter marcado pênalti. O chefe da arbitragem disse que sua comissão ainda irá se reunir para analisar a atuação de Nishimura, mas que é provável que ele apite outras partidas no Mundial. "O jogo tem 90 minutos, não é composto por um lance apenas. Nenhuma decisão será tomada baseada apenas nessa jogada."