Campos foi aliado do PT e não pode 'exagerar' nas críticas, diz Lula

Na mesma entrevista ao jornal, ele dividiu com o pernambucano responsabilidade pelo atraso nas obras da transposição do rio São Francisco, que deveriam ter ficado prontas em 2012

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em entrevista ao "Jornal do Commercio", do Recife, que o ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE) não pode "exagerar" nas críticas ao PT por "fazer parte do mesmo projeto".

"Creio que o Eduardo não pode exagerar nas críticas, porque ele sabe que é o mesmo projeto, o projeto do qual ele participou, e que tantos avanços trouxe para Pernambuco e o Brasil", disse o ex-presidente.

O PSB de Campos integrou a gestão petista até outubro do ano passado, quando o ex-governador de Pernambuco entregou os cargos que seu partido tinha no governo para disputar a Presidência da República.

O ex-presidente estará na tarde desta sexta (13) na capital pernambucana. Ele acompanhará a presidente Dilma em uma plenária do PT e em um jantar na casa do senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE), pré-candidato ao governo de Pernambuco com o apoio dos petistas.

Na mesma entrevista ao jornal, Lula dividiu com Campos a responsabilidade pelo atraso nas obras da transposição do rio São Francisco, que deveriam ter ficado prontas em 2012, mas só devem ser concluídas no final de 2015.

"O Eduardo sabe das dificuldades dessa obra, porque o ministro responsável era o Fernando Bezerra, do PSB. E tanto o Bezerra quanto o Eduardo sabem do empenho e das dificuldades que a presidenta Dilma tem enfrentado com coragem nessas e em outras obras tão importantes", afirmou Lula.

Bezerra foi ministro da Integração Nacional por indicação de Eduardo Campos até outubro de 2013. Queria disputar o governo de Pernambuco, mas foi preterido pelo ex-governador e concorrerá ao Senado.

VOLTA LULA

Na entrevista, o ex-presidente voltou a negar a existência de um "plano B", onde ele substituiria Dilma nestas eleições.

"Não existe nem nunca existiu isso. Desde que a Dilma foi eleita em 2010, é um direito natural dela pleitear a reeleição. E eu vou ser o cabo eleitoral número 1", disse.

Questionado sobre a substituição dos filmes do PT que abordavam o "medo" e "fantasmas" e se essas peças publicitárias foram um equívoco, Lula disse: "A questão não é essa. É lembrar os avanços que conseguimos no Brasil, e que alguns minimizam e que muitos dos que se apresentam hoje como defensores deles, sempre foram contra."

"Hoje anda em moda o discurso de que todo esse avanço foi apenas por 'esforço próprio', que o governo não teve papel algum. Mas se fosse apenas isso, por que o povo não se esforçou no governo do PSDB?", questionou Lula.

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