Jornalista australiano acredita em empate contra Chile ou Holanda

Retrospecto recente contra os europeus cria esperança para a primeira zebra no Mundial

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Marco Monteverde crê na evolução do futebol australiano
DANIEL OTTONI - WEBREPORTER
Marco Monteverde crê na evolução do futebol australiano

Não é pelo fato de não estar entre as favoritas na Copa do Mundo que a Austrália não teria um jornalista em solo brasileiro para cobrir o torneio. O esporte cresce a cada ano no país dos cangurus e nada melhor do que aproveitar a oportunidade para que muitos conheçam a notoriedade do futebol por lá.

O repórter Marco Monteverde, do Courier Mail, de Brisbane, esteve em Belo Horizonte nos últimos dias para acompanhar a seleção do Chile, primeira adversária da Austrália no Mundial. O confronto está marcado para as 19h desta sexta-feira na Arena Pantanal, em Cuiabá.

Ciente das dificuldades do grupo que sua seleção caiu, ele se rende e não espera muita coisa. Mas a Copa pode ser um grande aprendizado para a Austrália diminuir a diferença para as principais potências. "O time chega sem pressão, o elenco é jovem, não há como exigir muito. Não temos grandes esperanças, é apenas o começo de um trabalho. O foco maior é na próxima Copa, na Rússia", indica Monteverde, que não mostrou desconforto com o calor durante alguns dias na porta da Toca da Raposa II, centro de treinamento chileno. "Estou acostumado, o Brasil tem muito da Austrália", compara. Para incomodar

Para ele, um empate contra a Holanda seria bem vindo, principalmente por tentar atrapalhar os europeus. O resultado chamaria atenção do mundo sobre a capacidade australiana dentro das quatro linhas. Começar a Copa sem perder também é considerado um resultado possível.

"Um empate contra Chile ou Holanda pode acontecer. Seria algo notável conseguir pelo menos um ponto em um grupo tão difícil. Se isso acontecesse contra a Holanda, por exemplo, seríamos uma pedra no sapato deles. A Austrália conseguiu bons resultados contra esta equipe recentemente, o retrospecto é bom neste confronto. Jogaríamos uma pressão grande e eles teriam que se virar", projeta.

Sobre a estreia, ele acredita que o Chile precisará superar a ansiedade para vencer. "Como a estreia é contra a equipe mais fraca da chave, na teoria, eles entrarão com quase que uma obrigação de vencer. Estarão sob pressão e isso pode virar a favor da Austrália", espera.