Bate Debate 13/6/2014

iG Minas Gerais |

Água potável

Água é um produto importantíssimo para a vida e pode ser encontrada por todo o planeta, porém muita dessa água é insalubre. A falta de água potável está se tornando uma situação desesperadora. A dessalinização é uma solução, mas consome muita energia. Diversas tecnologias de dessalinização estão sendo desenvolvidas. Um filtro feito de grafeno é uma novidade promissora, espera-se que custe um centésimo do que outras técnicas típicas. O grafeno é um material composto de carbono puro, tem a espessura de apenas um átomo. É poroso na escala molecular que mantém tudo dentro do filtro, exceto as moléculas de água. Um filtro de água típico deixa o sal da água do mar passar também, mas a filtragem molecular do grafeno não permite que o sal passe. É uma técnica que deve competir com o processo de osmose reversa, que ocorre quando a água é forçada a uma pressão elevada através de uma membrana de filtragem de sal. Uma empresa de Boston especializada em dessalinização inventou um método que reduz os custos para eliminar o sal da água. Eles combinam as duas técnicas mais utilizadas, a evaporação e a osmose. A água salgada é separada de uma solução de amoníaco e dióxido de carbono por uma membrana que permite passar somente água. Por osmose, a água é sugada para a solução mais concentrada. Em seguida, por aquecimento de 40ºC a 50ºC graus, o dióxido de carbono e o amoníaco evaporaram, deixando somente água potável. Os outros dois componentes são capturados e reutilizados. E os custos com energia podem ser zerados se uma planta de dessalinização estiver associada a uma termelétrica, aproveitando o calor residual que é normalmente perdido. Um grupo de pesquisadores do MIT, Massachusetts Institute of Technology, também projetaram um sistema de dessalinização de água que é alimentado por energia solar e portátil, o que permite ser transportado para áreas atingidas por desastres. É composto por um painel fotovoltaico que gera eletricidade para uma bomba de água. A água do mar é forçada por uma membrana permeável a fim de remover o sal e outros minerais. Os pesquisadores demonstraram que o protótipo é capaz de produzir cerca de 80 litros de água por dia em diversas condições climáticas. Uma versão maior do aparelho pode fornecer mil litros de água por dia a um custo estimado de US$ 8.000. Estima-se que 20unidades poderiam ser transportadas em um avião de carga C-130 e, assim, mais de 10.000 pessoas poderiam ter água potável. A Austrália não deixou por menos e inventou uma usina de dessalinização movida a onda. O projeto junta a tecnologia de osmose reversa com o projeto de energia das ondas. A primeira usina de dessalinização foi instalada em Kwinana em 2006, e iniciou a construção da segunda em Binningup em 2013. As duas usinas fornecerão cem bilhões de litros de água potável. Esses projetos “verdes” têm um imenso significado quando se observa que a Arábia Saudita gasta 300.000 barris de petróleo por ano nas suas usinas de dessalinização. O Brasil até que precisa disso, no nordeste, por exemplo, e o que nossas autoridades fazem por aqui?

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