Os 10 momentos que marcaram partida de abertura da Copa

Entre ameaças de desorganização e temor por manifestações mais violentas, jogo no Itaquerão recebeu nota positiva; no entanto, ainda há muito a se fazer

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Grande festa agitou o evento de abertura da Copa do Mundo FIFA 2014, na Arena São Paulo
douglas magno
Grande festa agitou o evento de abertura da Copa do Mundo FIFA 2014, na Arena São Paulo

Na tarde desta quinta-feira, a equipe de reportagem de O TEMPO acompanhou no Itaquerão a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo. A vitória por 3 a 1 foi celebrada com muita alegria pelos mais de 62 mil torcedores presentes na nova casa do Timão. Além do futebol, separamos dez fatos que chamaram a atenção durante a cobertura.

1 – Boa vontade de Andrés Sanchez

O ex-presidente do Corinthians e um dos maiores entusiastas do Itaquerão, Andrés Sanchez continua desferindo seu bom humor e sarcasmo aos quatro cantos. Com cara de poucos amigos, o dirigente se negou a dar entrevistas e ainda foi mal educado com a imprensa. Nota 0 para ele.

2 – Cerimônia sem graça

Idealizada pela coreógrafa belga Daphné Cornez, a cerimônia de abertura da Copa do Mundo foi monótona. A concepção foi bem estudada, mas a execução deixou a desejar.  Em alguns momentos, os dançarinos pareciam perdidos no emaranhado de cores e ideias. O show de Claudia Leitte, Jennifer Lopez e Pitbull deu uma aquecida no público mais pelo carisma dos cantores do que pela cerimônia em si. Para completar, o sistema de som do Itaquerão esteve longe da sincronia desejada.

3 – Hino nacional no gogó

A torcida, mais uma vez, deu um show à parte. Como foi feito durante toda a Copa das Confederações, a galera cantou a primeira parte do hino nacional mesmo após o corte estabelecido pelos protocolares. A sensação foi indescritível. Quem esteve lá dentro, ficou arrepiado.

4 – Xingamentos a Dilma

Apesar de apoiarem a Copa do Mundo, os torcedores que estiveram presentes no Itaquerão, nesta quinta-feira, mandaram um recado bastante hostil para a presidente Dilma Rousseff e também para a Fifa. Durante vários momentos da vitória sobre a Croácia, era possível ouvir os gritos de “Ei, Dilma, vai tomar no c...”

5 – Daniel Alves

Talvez esta tenha sido uma das piores atuações de Daniel Alves com a camisa da seleção brasileira. Apático em campo e pouco efetivo no ataque, o jogador converteu-se em uma avenida para as rápidas subidas dos ponteiros croatas, entre eles o endiabrado Olic.

6 – Os serviços do Itaquerão

O Itaquerão é um belo estádio, confortável e de fácil acesso via metrô. No entanto, tudo funcionaria ainda mais perfeitamente se a Copa do Mundo fosse daqui a um mês. No entorno do estádio, não foram constatados grandes problemas. No lado de dentro, os voluntários salvavam a vida dos torcedores que buscavam seus assentos. O clima de festa e confraternização superou as poucas gafes. No fim, a arena acabou elogiada pelos gringos.

Quanto aos serviços destinados aos jornalistas, alguns ajustes precisam ser feitos. A presença de apenas um elevador para a imprensa dificulta o deslocamento. Para se ter ideia, grande parte das cabines de imprensa estava localizada no nono andar. A caminhada era longa. Além disto, em algumas oportunidades, o sistema de internet wi-fi e a cabo apresentou instabilidade, assim como o 3G e o 4G.

7 – A luz caiu

Pouco tempo depois que a bola começou a rolar no Itaquerão, parte da iluminação dos refletores, localizados no lado contrário do banco de reservas, caiu. O sistema só foi reestabelecido aproximadamente quinze minutos depois e não gerou grandes transtornos apesar da curiosidade aguçada de alguns.

8 – Gandulas um pouco enrolados

Em alguns momentos, os gandulas do Itaquerão se mostraram um pouco perdidos na reposição de bola. A demora gerou a reclamação de alguns jogadores. Mas o nosso fotógrafo Douglas Magno eximiu os gandulas de culpa. O pouco espaço entre as cadeiras e o campo de jogo acabou afetando diretamente no rendimento dos repositores. Era preciso vencer a barreira de fotógrafos para fazer a devolução da bola.

9 – O árbitro do arigatô

O japonês Yuichi Nishimura esperava um jogo tranquilo entre Brasil e Croácia. No entanto, um pênalti maroto, assinalado após disputa de bola entre Fred  e o zagueiro croata Lovren, acabou roubando a cena. A marcação causou a fúria dos croatas, entre eles o próprio treinador Niko Kovac, um cidadão que parece ser um cidadão de pura simpatia.

10 – Neymar

Ele foi lá, chamou a responsabilidade para si e comandou a vitória de virada da seleção brasileira sobre a Croácia. Com um futebol envolvente e veloz, Neymar ainda foi substituído no fim do segundo tempo. Um prêmio de Felipão para o garoto de 22 anos que se prepara para ser o maior jogador do mundo. Aplausos de pé, um reconhecimento da torcida aos esforços do jogador

Obs: Menção mais do que honrosa ao belíssimo clima de confraternização entre torcedores de todo o mundo desde as primeiras horas do dia em São Paulo. A festa foi grande. O brasileiro é, realmente, um povo muito acolhedor.