“Governo não tem diálogo”

iG Minas Gerais |

Ameno. Campos e Marina encontraram com bispos e não discutiram temas polêmicos, como o aborto
ANDRE DUSEK
Ameno. Campos e Marina encontraram com bispos e não discutiram temas polêmicos, como o aborto

Brasília. Aliado do gestão do PT no governo federal por quase 11 anos, o pré-candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) atacou ontem o decreto da presidente Dilma Rousseff que determina a órgãos públicos considerar, na formação de suas políticas públicas, a opinião de conselhos com representantes da sociedade civil.  

O pré-candidato diz que seu grupo político ainda estuda o decreto com o objetivo de tomar uma posição mais concreta, mas afirmou que o pressuposto de diálogo com a sociedade na definição das políticas públicas contradiz o dia a dia do governo Dilma, que segundo ele teria “desmontado” os conselhos existentes hoje.

“Não é estranho que a quatro meses da eleição saia um decreto tentando passar a ideia de que vai ter a participação da sociedade, num governo que é reconhecido por líderes de estudantes, líderes de trabalhadores, líderes de empresários, líderes de academia, como tendo pouca aptidão ao diálogo?”, afirmou Campos após encontro com a cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Esse decreto não tem nada a ver com que o governo pratica no dia a dia, é um governo fechado, que não tem aberto as portas para o diálogo com a sociedade”, acrescentou.

Hoje existem no Brasil 40 conselhos e comitês em diversas áreas. “Falo por exemplo do Conselho Nacional de Política Energética. A questão da energia é central no Brasil. Veja quantas vezes o conselho se reuniu, veja se tem representação da sociedade até hoje.” Campos foi ministro da Ciência e Tecnologia na gestão do ex-presidente Lula (2003-2010).

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