Atrasos são comuns, mas poucas pessoas entram na Justiça

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Uma das formas de evitar que consumidor compre um imóvel que pode sequer chegar a existir é que exista uma punição efetiva para construtoras que prometem e não cumprem, na avaliação de especialistas. “Hoje, os problemas, no muito, vão parar na Justiça”, observa o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Silvio Saldanha. O problema, conforme ele, é que no máximo 5% das pessoas prejudicadas procuram a Justiça.  

O diretor de tecnologia Leonardo Rodrigo Silva Novais, que sofreu com o atraso do seu apartamento, também aposta numa lei para que as construtoras possam ser punidas. “O que acontece é que cada juiz entende de uma forma”, diz.

Ele conta que comprou um apartamento no Alpaville Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, em novembro de 2008, com previsão de entrega para setembro de 2012. O que não aconteceu. “Parece que a construtora teve que fazer algumas readequações e, só agora, em 2014, é que a empresa chamou para fazer a vistoria”, reclama.

“E eles ainda querem que eu pague um valor a mais. Alegam que o imóvel está mais valorizado, só que foi a empresa que atrasou”, observa. Procurada, a construtora informou que não havia ninguém disponível para falar sobre o assunto em razão da Copa do Mundo e ressaltou, em nota, que o empreendimento já foi entregue. 

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