Imprensa estrangeira vai até a Tijuca para cobrir festa brasileira

De acordo com a organização do evento, são 18 equipes credenciadas para cobrir a festa, de países como Alemanha, Suécia, Rússia, Colômbia, Portugal, China, Estados Unidos e Inglaterra

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Muitos jornalistas estrangeiros compareceram desta quinta-feira (12) ao Alzirão, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, para cobrir a festa popular na estreia do Brasil contra a Croácia na Copa do Mundo. De acordo com a organização do evento, são 18 equipes credenciadas para cobrir a festa, de países como Alemanha, Suécia, Rússia, Colômbia, Portugal, China, Estados Unidos e Inglaterra.

Alzirão é o nome dado a um largo no cruzamento da Rua Alzira Brandão com Avenida Conde de Bonfim, onde torcedores de futebol se reúnem, tradicionalmente, para assistir a jogos de Copa do Mundo desde 1978, ano em que o Mundial foi disputado na Argentina. As concentrações de pessoas crescem a cada Copa, e tudo termina em samba e muito chope.

A colombiana Tatiana Bensa, da WRadio, veio ao Brasil em um grupo de nove profissionais para cobrir a Copa, e tem feito matérias sobre o país e a cidade do Rio. "Fizemos todos os tipos de temas, fomos a favelas, Copacabana, Ipanema, falamos com cantores, DJs, modelos e esportistas, como o Emerson Fittipaldi. Está sendo muito bom, as pessoas são muito simpáticas", relata.

Sobre o Alzirão, ela diz que leu um artigo a respeito no material distribuído para a imprensa e achou interessante. "Está lindo, é uma festa alucinante", diz.

Apresentadora da TV alemã ARD, Fernanda Brandão é brasileira e mora na Alemanha há 21 anos. Nascida na Tijuca, ela sugeriu fazer uma cobertura diferente no dia do jogo: "A nossa cobertura tem sido sempre na zona sul, Copacabana, então eu sugeri mostrar a festa popular, o que é o Brasil de verdade, a festa do povo. Tem muita coisa legal, estamos fazendo matérias sobre projetos sociais também".

Correspondente no Brasil do jornal Corriere della Sera, de Roma, o italiano Cotroneo Rocco já conhecia o Alzirão e também sugeriu mudar o foco da cobertura. "Nós temos muita gente no Brasil, e como eu não tive que cobrir os jogos, resolvi vir aqui, que é muito mais divertido do que a Fifa Fan Fest de Copacabana. Aqui é mais popular, e teve aquela polêmica da Fifa querer cobrar. Aqui foi a coisa mais organizada que eu vi até agora", elogia.

Emocionado com a festa, o presidente da Associação Recreativa e Cultural da Turma do Alzirão, Ricardo Ferreira, lembra que o local já é uma tradição na cidade. "O Alzirão começou em 1978, com uma turma de amigos aqui na esquina. De lá para cá o Alzirão veio aumentando. Em 1990 já tinha 15 mil pessoas e hoje deve ter umas 25 mil aqui. O Alzirão é sempre essa empolgação, esse show. É torcer para o Brasil. É uma festa totalmente grátis, a gente recebe as comunidades do Salgueiro, Borel, de São Carlos, pessoas de outras cidades, da zona sul, é uma mistura", comemorou.

São cerca de 400 metros da Rua Conde de Bonfim, esquina com Alzira Brandão, cercados por prédios residenciais, um espaço completamente lotado de gente. O clima é de muita tranquilidade e o público se empolga com cada jogada, em meio a bandeirinhas e bolas. Tudo nas cores verde e amarela. A rua ganhou decoração do chão ao alto dos prédios, com pintura no asfalto, cordões com fitas, letreiro luminoso e uma enorme bandeira temática. Foi instalada também, pela primeira vez, um telão LED de 24 metros quadrados.

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