ONGs criticam falta de segurança de jornalistas durante protestos

Entidades citam casos das jornalistas Shasta Darlington e Barbara Arvanitidis, da CNN, e de Douglas Barbieri, do SBT, que foram feridos por estilhaços de bombas de efeito moral lançadas pela policia para dispersar manifestantes

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A CPJ (Committee to Protect Journalists), ONG norte-americana que promove a liberdade de imprensa ao redor do mundo, divulgou hoje uma nota em que afirma estar preocupada com os os jornalistas feridos nesta quinta-feira (12) durante a cobertura das manifestações contra a Copa.

A entidade cita os casos das jornalistas Shasta Darlington e Barbara Arvanitidis, da CNN, e de Douglas Barbieri, do SBT, que foram feridos por estilhaços de bombas de efeito moral lançadas pela PM para dispersar manifestantes.

Além dos três, o fotógrafo Rodrigo Abd, da Associated Press, também foi ferido por estilhaços de bomba na coxa e na canela. "Este é um começo preocupante para a Copa do Mundo", disse o vice-diretor da organização, Roberto Mahoney.

"Depois de um ano de protestos e dúzias de jornalistas atacados e presos, a presidente Dilma Rousseff prometeu agir para assegurar a proteção de repórteres cobrindo o torneio. Seu governo deve agora cumprir esses compromissos."

O texto também afirma que a CPJ se encontrou com Dilma no dia 6 de maio para discutir seu relatório sobre liberdade de imprensa no Brasil.

Cartão amarelo

A Anistia Internacional criticou a ação da PM no protesto que começou em frente à estação Carrão do metrô, na zona Leste de SP. Em texto publicado em sua página no Facebook, a entidade disse que a polícia "fez uso de força desproporcional para reprimir uma manifestação pacífica".

"Digam ao governador e ao secretário de segurança pública de São Paulo que a liberdade de expressão e manifestação pacífica são direitos humanos, inclusive durante a Copa do Mundo", diz o texto.  

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