Itaquerão é aprovado com ressalvas na abertura da Copa

Estádio apresentou alguns problemas de serviços como alimentação e telefonia, mas conseguiu oferecer segurança para os torcedores

iG Minas Gerais | Folhapress |

Acidente no Itaquerão matou dois operário
Reprodução/Facebook
Acidente no Itaquerão matou dois operário

SÃO PAULO, SP - Estádio menos testado para receber um Mundial desde 1990, o Itaquerão passou na prova de fogo da abertura do Mundial, mas sem louvor.

Se por um lado a organização foi bem na entrada dos torcedores, policiamento e informações, houve muitas queixas sobre serviços como alimentação e telefonia.

No lado externo, antes da partida, o cenário foi tranquilo: apenas ambulantes credenciados trabalhavam, cambistas não apareceram e não houve incidentes graves.

O acesso ao estádio também foi rápido. Caixas de papelão usadas nos detectores de metais nos jogos-teste, que prendiam nas esteiras e atrasavam a passagem, deram lugar a bandejas de plástico.

Alguns voluntários, embora solícitos, tinham dificuldade para dar dados básicos.

Dentro do Itaquerão o quadro era mais confuso. Antes de o jogo começar já havia aglomeração e filas em lanchonetes. Alguns vaiavam diante da desorganização.

Já com a bola rolando, a iluminação de dois setores falhou por sete minutos e só não atrapalhou público e jogadores porque ainda estava claro. A Fifa disse que houve problema no fornecimento e que vai avaliar o caso.

O primeiro tempo nem terminara e já faltava comida em várias lanchonetes. A fila para comprar pipoca -único alimento disponível- demorava até 20 minutos.

"Perdi o começo da partida porque fiquei 25 minutos para comprar água", reclamava a advogada Ana Beatriz Crespo, 47, do Rio. Segundo ela, o filho de 12 anos passou fome no jogo. "E a Fifa não deixa entrar com comida."

Situação parecida enfrentou o administrador Fábio Kamada, 32, de Curitiba. Com a mulher grávida, também não encontrava o que comer. "O acesso foi bom, mas não consigo comprar nada."

As falhas de acabamento, com fios expostos no chão, atrapalharam a estudante de moda Rafaela Teixeira, 23, de Americana (SP). Cadeirante, ela teve que ser carregada para superar os obstáculos.

O estádio de mais de R$ 1 bilhão tinha manchas de tinta em carpetes e paredes. Ao lado de um posto médico, um tapume quebrado deixava o quadro de luz exposto.

TELEFONIA E SAÍDA Torcedores, usuários de diferentes empresas de telefonia, relataram dificuldades com redes 3G e 4G. O sinal ficou instável ou não existia.

A saída teve problemas. Torcedores gastavam quase uma hora para deixar o estádio, em meio a empurra-empurra e lentidão. Também houve muito aperto no metrô.

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