Cerca de 20 mil pessoas comemoram na Fan Fest vitória do Brasil

A infra-estrutura montada deu conta do recado, com exceção das longas filas nos bares e falta de acessibilidade para as pessoas com deficiência

iG Minas Gerais | Bernardo Miranda |

Com clima de estádio, vinte e uma mil pessoas comemoraram a vitória do Brasil na estreia da Copa do Mundo na Fan Fest, montada no Expominas nesta quinta-feira (12).

Do susto no primeiro gol da Croácia a emoção da  virada, brasileiros de todas as classes sociais se emocionaram junto com dezenas de Colombianos que já estão em Belo Horizonte para o jogo de estreia de sua seleção, no próximo de sábado, no Mineirão.  A infra-estrutura montada deu conta do recado, com exceção das longas filas nos bares e falta de acessibilidade para as pessoas com deficiência.

A chegada ao Expominas foi tranquila, tanto para quem optou por vir de carro, como para quem usou o transporte público. O metrô se mostrou uma ótima escolha, agradando até quem veio de fora. "Foi muito fácil chegar até aqui. Saí do centro e peguei o trem com muita tranquilidade e conforto", avaliou o colombiano Fernando Sallas, 47.

Não houve aperto nem no metrô, nem dentro do Expominas que comportou bem a quantidade de pessoas, o que desprezoua necessidade de batalhar por um bom lugar para conseguir assistir ao jogo. No início da partida o Hino Nacional foi cantado até o final e mesmo com o gol da Croácia, não houve desanimo e o grito de Brasil continuava a entoar. A entrada de Bernard, ex-atlético, foi comemorada como um gol e logo em seguida a virada veio e o grito saiu de vez da garganta.

"Achei tudo muito tranquilo. Muitos até imaginavam que poderia dar confusão por causa do grande número de pessoas, mas não teve isso. Foi muito bom",  contou a supervisora  de call center, Adrielle Souza que também ficou para o show do Skank, após a partida.

Pode melhorar Os problemas ficaram por conta da acessibilidade. Cadeirantes e pessoas com mobilidade reclamaram bastante da falta de um espaço adequado destinado a eles. O empresário George Silveira, 30, teve que andar quase um quilômetro com o parente Gilson Fonseca, 25 que precisa de um andador  para se locomover "fecharam a passarela do metrô que da acesso direto ao

Expominas e tivemos que dar uma volta enorme e cansativa. Já o fotógrafo Romeu Melo, 48, trouxe a filha Amanda Alethe, 19, que usa uma cadeira de rodas e não encontrou um local adequado para as pessoas como deficiência. "O lugar onde nós deixaram era horrível, impossível de ver o telão.

Tive que ir lá e conseguir fitas para eu mesmo delimitar uma área melhor para ela e os demais cadeirantes", reclamou. O tenente Coronel do Corpo de Bombeiros Primo lima revelou que realmente houve um problema na destinação do espaço para pessoas com mobilidade reduzida.

"Calcularam mal o espaço e foi preciso fazer uma adaptação. Mas fica o aprendizado para os próximos jogos", analisou.

Longas filas

O atendimento nos bares e caixas da Fan Fest foi muito questionado por torcedores que estiveram no local. No primeiro dia de funcionamento, longas filas se formaram nos pontos de atendimento.

O estudante Geraldo Alberto contou que perdeu parte da etapa final do jogo por causa de demora no atendimento. "Fui para a fila no início do intervalo e só consegui ser atendido depois que começou o segundo tempo. É uma coisa que tem de ser vista", reclamou.

Além dos bares, quem precisou ir ao banheiro também precisou ter paciência. "Tive de esperar mais de 10 minutos para entrar no banheiro. Lá dentro, ainda havia tinha outra fila para enfrentar", contou a doméstica Dayane Nunes.

O secretário municipal extraordinário para a Copa do Mundo de Belo Horizonte, Camila Fraga reconheceu os problemas nos serviços oferecidos ao público e prometeu melhorias nas próximas edições da Fan Fest.

"A parte de alimentação e bebida é responsabilidade dos patrocinadores. Foi o primeiro dia. O sabor do tropeiro mesmo foi muito elogiado. Nós podemos melhorar, colocar mais pontos do tropeiro, por exemplo. É um aprendizado. Foi um evento complexo, com 21 mil pessoas, temos muito a melhorar", concluiu.

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