Neymar mostrou-se à vontade no seu primeiro jogo de Copa do Mundo

Atacante mostrou ter condições de suportar pressão que existe para ser referência do Brasil no Mundial

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Neymar fez o gol de empate e também o da virada na estreia da seleção na Copa do Mundo
JEFFERSON BERNARDES - VIPCOMM
Neymar fez o gol de empate e também o da virada na estreia da seleção na Copa do Mundo

A camisa 10 da seleção brasileira e a responsabilidade de ser o principal expoente do futebol – esporte sagrado do povo que recebe a Copa do Mundo deste ano – parece não ter pesado sobre os ombros de Neymar. Na coletiva que antecedeu a estreia, ele já demonstrava que estava à vontade. Quando a bola rolou, veio a certeza. 

Dois gols para dar fim, de uma vez por todas, a maldição que imperava desde 2002, ano em que pela última vez um camisa 10 marcou pela seleção brasileira em Copas. Na vitória sobre os croatas por 3 a 1, Neymar mandou um recado para todo o mundo: “eu estou aqui e a minha hora chegou!”.

“Foi uma estreia melhor do que eu esperava. O que eu esperava mesmo era sair daqui com a vitória, não imaginava estrear em uma Copa marcando dois gols. Foi uma felicidade muito grande para mim”, afirmou.

Para dar mais emoção, um cartão amarelo. Uma deixada de mão na cara de Modric. Sintomas do nervosismo, da ansiedade. Não foram raras as vezes que ele se deslocou pelo meio, pelas pontas em busca de um espaço. Seria mais complicado do que o previsto. Mas para o menino, que um dia sonhou viver aquilo que seus ídolos Romário e Ronaldo viveram no torneio mais importante da terra, o talento falou mais alto.

No primeiro gol, um passe de Oscar e arrancada. O camisa 10 foi avançando, avançando, visualizou um espaço e chutou de canhota. Pletikosa bem que tentou chegar, mas a bola foi no cantinho. No segundo - o gol que marcou a virada -, foi dele a responsabilidade por estufar as redes no pênalti maroto sofrido por Fred.  Com os braços abertos, Neymar comemorou seus tentos e nos braços da torcida ele deixou o campo para a entrada de Ramires. Reconhecimento da torcida para a exibição do jovem, de 22 anos, que fez valer a pena o caro ingresso e as falhas estruturais do Itaquerão.