Empresa terá que pagar R$ 35 mil mais pensão vitalícia a idosa em BH

O ônibus em que ela estava bateu em um barranco e ela perdeu parte dos movimentos do braço, que utilizava como instrumento de trabalho, já que é depiladora e manicure

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Um acidente de ônibus ocorrido entre Belo Horizonte e Porto Seguro, na Bahia, gerou a indenização de R$ 35 mil a uma idosa que saiu ferida e teve o braço deformado após o veículo tombar na pista. Além disso, a empresa ainda terá que pagar à mulher uma pensão vitalícia por causa dos danos. A decisão da 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foi divulgada nesta quinta-feira (12).

O acidente aconteceu em novembro de 2008, quando a idosa, que é depiladora e manicure, adquiriu o pacote para ir à Bahia. Durante a viagem, na altura da cidade baiana Itabela, o motorista do ônibus perdeu o controle da direção em uma curva acentuada e bateu em um barranco. Vários passageiros ficaram feridos, entre elas, a manicure, que sofreu uma fratura exposta e teve o braço esquerdo permanentemente deformado, além de diversas lesões.

A passageira pediu uma indenização por danos morais e estéticos contra a Brasil Way Transportadora Turística, e uma pensão mensal vitalícia. Ela alegou que o acidente deixou sequelas, já que ela perdeu 90% da funcionalidade e dos movimentos do braço esquerdo, ficando impedida de exercer sua profissão.

O juiz da 13ª Vara Cível de Belo Horizonte, Llewellyn Davies Antônio Medina, estipulou a indenização por danos morais em R$ 20 mil, a reparação por danos estéticos em R$ 15 mil e uma pensão no valor mensal de 90% do salário mínimo. Mesmo assim a idosa recorreu da decisão pedindo que todos os valores fossem aumentados e a inclusão das despesas médicas e hospitalares.

Em defesa, a empresa disse que todas as providências foram tomadas no dia do acidente, inclusive, as despesas do atendimento médico e os deslocamentos dos pacientes. Por isso, a decisão foi mantida e a idosa receberá a indenização no valor total de R$ 35 mil mais a pensão vitalícia. 

Com informações do TJMG. 

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