Trio que mantinha casa de prostituição de luxo em BH é preso

Dois irmão, proprietários do imóvel, e o gerente do prostíbulo foram detidos em flagrante; trio alegou que no estabelecimento funcionavam um bar e um motel

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas/Jhonny Cazzeta |

CIDADES - BELO HORIZONTE - MG 
Policia civil desmantela esquema de prostituicao em BH
Apresentacao de tres suspeitos de administrar um estabelecimento onde funcionava um prostibulo no bairro Santo Agostinho , em Belo Horizonte .
Na foto , material apreendido durante operacao .

FOTO : Denilton Dias / O Tempo  12.06.2014
DENILTON DIAS / O TEMPO
CIDADES - BELO HORIZONTE - MG Policia civil desmantela esquema de prostituicao em BH Apresentacao de tres suspeitos de administrar um estabelecimento onde funcionava um prostibulo no bairro Santo Agostinho , em Belo Horizonte . Na foto , material apreendido durante operacao . FOTO : Denilton Dias / O Tempo 12.06.2014

Uma casa de prostituição de alto luxo foi descoberta no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, nessa semana. Dois irmão, donos do imóvel, e o gerente do local foram presos.

De acordo com a delegada Cristina Ferreira Lopes, a denúncia chegou à Polícia Civil por meio do Ministério Público de Minas Gerais. Iniciada a investigação, a polícia descobriu que o local, conhecido como "Fascinação Scotch bar", funcionava desde 1998, na rua Mato Grosso. 

Na última terça-feira (10), a polícia esteve no local e prendeu os irmão José Carlos Souza Sá, 40, Maria de Souza Sá, 39, e o gerente Marcos Ribeiro Pereira, 38. No dia da abordagem, 15 mulheres, entre 18 e 25 anos, estavam na casa, sendo que quatro faziam programas. Outros 20 homens clientes estavam no local, que possui bar. Cerca de R$ 4.000 foram apreendidos, assim como camisinhas e um computador.

Ainda, segundo a investigação, eram cobrados R$ 60 aos clientes para entrar no estabelecimento e R$ 270 pelo programa. Todo dinheiro era recebido por Pereira, que depois pagava as meninas. 

"É uma casa comum, não levanta suspeitas", afirmou Cristina. A casa, que funcionava ao lado de uma escola, foi fechada pela polícia e o trio pode pegar 15 anos de prisão cada. Os suspeitos usavam um cartão de visitas de um lava-jato, com a inscrição "Souza e Sá" para divulgar o prostíbulo.

Os três suspeitos alegaram à polícia que no imóvel funcionavam um bar e um motel, com expediente das 14h às 22h. Os clientes eram pessoas que trabalhavam e/ou moravam na redondeza. As mulheres que trabalhavam no local confirmaram realizar os programas, mas disseram que não se sentiam lesadas.

Lei

De acordo com o Código Penal Brasileiro, uma pessoa se prostituir não é crime. O delito é ganhar dinheiro com a exploração sexual e/ou manter um local para isso.

 

 

 

 

 

 

 

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