Justiça proíbe líderes de torcida de assistirem à Copa no Beira Rio

Torcedores do Colorado teriam ligações com chefes de torcida argentinos

iG Minas Gerais |

Se decisão inicial fosse mantida, seria a primeira vez que Gre-Nal teria torcida única
INTERNACIONAL/DIVULGAÇÃO
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Dois torcedores do Inter estão proibidos pela Justiça gaúcha de comparecer aos jogos da Copa do Mundo em Porto Alegre, devido à suposta ligação com chefes de torcida argentinos. Gilberto Viegas, líder da torcida Guarda Popular, e Jorge Roberto Gomes Martins, ex-líder da mesma organizada, terão que se apresentar a delegacias nos horários dos jogos do Mundial na capital gaúcha. Os dois já estavam proibidos de frequentar partidas do clube gaúcho por suspeita de envolvimento em brigas. O Ministério Público do Rio Grande do Sul, que solicitou a medida, argumentou que Viegas divulgou à imprensa que estava se preparando para receber organizadas argentinas em Porto Alegre durante o Mundial. A equipe do país vizinho jogará na cidade no próximo dia 25, contra a Nigéria. Martins responde em liberdade a um processo em que é acusado de tentativa de homicídio em um jogo festivo no Beira-Rio, em 2011. Ele chegou a ficar preso devido à acusação. À imprensa argentina, ele afirmou meses atrás que estava providenciando acomodação no Brasil para integrantes da "Hinchadas Unidas Argentinas", que reúne torcedores de diversos clubes. A defesa de Martins nega que ele esteja ajudando os argentinos que irão a Porto Alegre e afirma que ele já prestou esclarecimentos até à Polícia Federal sobre o assunto. A defesa também afirma que Martins vem cumprindo todas as determinações da Justiça, incluindo o afastamento do movimento de organizadas, enquanto o processo não é julgado. E diz que pediu a revogação dessas ordens sob o argumento da presunção da inocência. A Folha não conseguiu localizar o advogado de Gilberto Viegas.