Justiça proíbe paralisação e aeroportos operam normalmente no Rio

Mais cedo, os manifestantes chegaram a interditar parte da avenida Rio de Janeiro, via de acesso ao terminal e alguns passageiros tiveram que ir a pé até o aeroporto

iG Minas Gerais | Da redação |

Mesmo com a greve dos trabalhadores das empresas de transporte aéreo do município do Rio, os aeroportos operam normalmente desde o início da madrugada desta quinta-feira (12). Mais cedo, os manifestantes chegaram a interditar parte da avenida Rio de Janeiro, via de acesso ao terminal. No trajeto, os ativistas gritavam palavras de ordem como "do Galeão o avião não sobre mais.. se não aumenta o nosso salário... do Galeão o avião não sobre mais". Atrasados, alguns passageiros tiveram que seguir a pé até o aeroporto.

Por volta das 9h30, no entanto, os ativistas receberam comunicado com aviso de uma determinação da Justiça Federal, que defere liminar contra o protesto. Segundo o documento, o descumprimento da decisão pode gerar "multa de 500 mil por hora de indevida ocupação e prejuízo ao sistema de aviação civil".

O pedido para de liminar contra o protesto partiu da União Federal e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A paralisação de 24 horas, iniciada à meio-noite desta quinta, foi decretada pelo Sindicato municipal dos aeroviários do Rio (Simarj), que reúne emissores de passagens aéreas, agentes de carga e operacionais de rampa, além de técnicos. Os trabalhadores querem reajuste salarial que varia de 5,58% a 12%, dependendo da categoria, entre outros benefícios. De acordo com o presidente do sindicato, Rui Pessoa, os salários dos trabalhadores variam de R$ 900 a R$ 5.000.

"Estamos em negociação com as companhias aéreas e empresas auxiliares desde setembro do ano passado e até hoje não conseguimos chegar a um consenso. Também pedimos abono da Copa porque temos mais de 1.000 voos extra no Rio sem reposição de mão de obra", disse Pessoa à reportagem.

Os manifestantes seguiram até o terminal 2 do aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão). Em seguida, desligaram o carro de som e encerraram o protesto por conta da ordem judicial. "Aquele ali é o trabalhador aeroviário sugado todo dia", explicou Bruno Souza, auxiliar de rampa, trabalhador terceirizado de uma companhia aérea, sobre uma caveira com a blusa do Brasil sobre o carro de som.

"Às vezes a gente tem que dobrar e trabalhar até 10h e só ganha extra depois de três meses. Aqui em cima (saguão) está tudo arrumadinho, mas lá embaixo, onde a gente trabalha, nem bebedouro tem e o banheiro é todo imundo", lamentou.

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