Começa caminhada rumo ao hexa

iG Minas Gerais | Josias Pereira |

São Paulo. “Pronto”. Na base da tabelinha, o técnico Luiz Felipe Scolari e o atacante Neymar sintetizaram a condição da seleção brasileira para a tão aguardada estreia da Copa do Mundo do Brasil, nesta quinta, às 17h, na abertura da competição no Itaquerão, contra a Croácia. O comandante da esquadra nacional e o homem de quem se espera carregar o time são os pilares da equipe brasileira. Em um misto de descontração e ansiedade, ambos tentaram explicar o que se passa neste momento. “Chegou a hora, e vamos todos juntos. É o nosso Mundial”, decretou o treinador. “Estou preparado para ajudar meus companheiros. Não jogo sozinho. São 11 em campo. Todo mundo sabe do seu papel”, pondera o camisa 10.

E quando o treinador fala que está pronto, o time é este: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, Marcelo, Luiz Gustavo, Paulinho, Hulk, Oscar, Neymar, Fred, as 61 mil pessoas presentes no Itaquerão e mais 200 milhões de brasileiros em cada canto do país.

A torcida, aliás, é formada por uma gente que, em sua maioria, não sabe o que é vivenciar uma Copa do Mundo em sua própria casa. “Esperamos muito da torcida. Ela é o principal jogador. Jogando em casa, entrando 100%, é difícil alguém ganhar da seleção brasileira”, projeta Neymar, que, desde já, abdica do posto de craque ou artilheiro pelo hexacampeonato do Brasil.

Na última campanha vitoriosa, a do penta, em 2002, Neymar era apenas um sonhador. Aos 10 anos, via pela TV o time da família Scolari entrar para a história. Antes era um sonho. Hoje, ele é protagonista. “Eu me lembro que tinha o cabelo igual ao do Ronaldo (estilo Cascão). Torcida pela seleção e fui comemorar na casa da minha avó”, conta.

Felipão também não é o mesmo. Está menos ansioso, com os cabelos mais brancos. “Esta seleção e a de 2002 são parecidas coletivamente. Existe muita dedicação. São jogadores que conseguem modificar a forma tática para ajudar. A de 2002 fazia isso. A de 2014 tem alguns jogadores que fazem coisas diferentes”, compara Felipão.

Tranquilidade diante do maior desafio

São Paulo. Sobre ele está o peso de uma nação que respira futebol. O número 10 nas costas já denota a responsabilidade. A mítica camisa já foi de Pelé, simplesmente o maior de todos os tempos. Nesta quinta, contra a Croácia, Neymar Júnior, o garoto franzino que despontou com a camisa do Santos, a mesma equipe defendida pelo rei do futebol, inicia o maior desafio de sua carreira. Na Copa das Confederações do ano passado, ele correspondeu às expectativas. Mas aquilo foi apenas um aperitivo. Agora, chegou a hora de brilhar no maior palco do mundo esportivo. “Chegou o momento que todos os brasileiros, a comissão técnica, nós, jogadores, esperávamos. Espero que este dia (nesta quarta) passe mais rápido. Estou ansioso, mas a felicidade é muito grande. Muitas pessoas queriam estar aqui, muitos amigos meus. E hoje eu estou aqui realizando o meu sonho e o sonho deles”, afirmou a estrela da seleção brasileira. Durante toda a entrevista coletiva, a primeira da Copa do Mundo, Neymar demonstrou bastante tranquilidade. Completamente à vontade, ele brincou com Felipão e também falou sério. A pressão não o intimida. Mais do que ser o grande nome da Copa, ele quer apenas um objetivo: o título. “Eu não quero ser o craque da Copa, não quero ser o artilheiro. Eu só quero ser campeão. A coisa que eu mais quero é conquistar este título juntamente com minha equipe”, disse.

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