Siglas fecham proporcionais

PT quer aumentar bancadas enquanto o PSDB pretende manter o número de cadeiras legislativas

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

PSDB priorizou a aliança majoritária com Pimenta da Veiga
JOAO GODINHO/ O TEMPO
PSDB priorizou a aliança majoritária com Pimenta da Veiga

Apoiados na candidatura ao governo do Estado de Fernando Pimentel (PT) e na aliança com o PMDB, a oposição em Minas espera aumentar a bancada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 41%. Na Câmara dos Deputados, a previsão dos aliados do PT é subir o número de cadeiras em 19%. Já o PSDB, que vai abrir mais espaços para sua base de apoio no Estado, deseja manter o mesmo número de parlamentares nas duas Casas Legislativas.  

Após definir os nomes para a disputa da eleição majoritária tendo Fernando Pimentel como cabeça de chapa, o presidente do PMDB de Minas, Antônio Andrade, como vice, e do filho do ex-vice-presidente da República José Alencar, Josué Gomes, como postulante ao Senado, os opositores do PSDB em Minas acertam os últimos detalhes da coligação para a eleição proporcional. Para a corrida pelas cadeiras da Assembleia, o PT e o PMDB vão coligar com PRB e PROS. A expectativa é eleger, com esse desenho, 30 deputados estaduais. O outro apoiador de Pimentel no pleito deste ano, o PCdoB, irá disputar as vagas do Parlamento estadual com as próprias pernas. Os comunistas desejam levar à Assembleia quatro correligionários. Se a meta for alcançada, essas legendas terão dez deputados a mais do que têm na atual legislatura, o que representaria um salto de 41%. Já na briga pelas cadeiras da Câmara, a pretensão é mais modesta, mas também visa mais espaço. Na esfera federal, o PCdoB vai coligar com PT, PMDB, PROS e PRB. Com esse canário, o objetivo é aumentar de 21 para 25 os assentos em Brasília, o que significa uma ampliação de 19%. O presidente do PT de Minas, deputado federal Odair Cunha, entende que a previsão otimista se deve à capacidade de Fernando Pimentel nutrir a chapa. “Não há garantias, mas um candidato de peso como Fernando Pimentel puxa a coligação para cima. É viável o aumento das cadeiras. Vamos trabalhar com esses números”, argumentou. O deputado estadual Carlos Henrique Silva (PRB), afirma que além de Pimentel, a diferença vai estar na união de PMDB e PT na proporcional, o que não aconteceu em 2010. “São duas legendas pesadas unidas. É extremamente plausível o aumento do número de cadeiras”, analisa. Senado.Também falta aos parceiros de trincheira do PT escolherem os nomes que serão candidatos a suplente de Josué Gomes na disputa do Senado. A primeira suplência, de acordo com o deputado federal Miguel Corrêa, será indicada pelo PROS, no entanto ainda não existe um nome definido. Na briga pelo Senado, o PCdoB deve sair em voo solo, assim como em 2010. Um membro do partido comunista, que pediu anonimato, informou que os nomes mais cotados para se candidatarem à Câmara Alta são o do vereador de Belo Horizonte Gilson Reis e do ex-secretário de Esportes de Belo Horizonte e candidato ao Senado em 2010, Zito Vieira. 

PCdoB quer apostar nos seus puxadores de voto Com esperança de eleger quatro deputados estaduais apesar de não coligar com nenhuma legenda na eleição proporcional estadual, o PCdoB aposta suas fichas na popularidade do deputado estadual Mário Henrique Caixa para puxar votos. O presidente do PCdoB mineiro, Wadson Ribeiro, explicou que Mário Caixa tem condição de fortalecer o partido. “Nós temos duas razões para não coligarmos. Uma é dar espaço às pessoas que querem se candidatar, a outra é o Mário Henrique Caixa. Ele tem estofo e pode eleger com ele mais três deputados. É a nossa aposta”, disse o comunista sobre o narrador do jogos do Atlético na “Rádio Itatiaia”. Sobre a possibilidade da legenda lançar candidato próprio ao Senado, Ribeiro explicou que a sigla adotará a mesma estratégia de 2010, quando lançou Zito Vieira com o objetivo de dar projeção ao partido. “Existe uma tendência forte para que lancemos um candidato próprio devido ao resultado que Zito trouxe mesmo sem ser eleito. A força dele ainda garantiu um espaço na Prefeitura de Belo Horizonte, como secretário de Esportes”, analisou. Em 2010, Zito Vieira conseguiu quase 1,5 milhão de votos para a vaga de senador. Ele ficou atrás de Fernando Pimentel, Aécio Neves e Itamar Franco.

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