Na véspera, prisão de ativistas

Os advogados dos manifestantes dizem que a polícia não revelou a natureza dos mandados

iG Minas Gerais |

Detidos. A ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, e outros nove foram presos ontem no Rio de Janeiro
José Pedro Monteiro
Detidos. A ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, e outros nove foram presos ontem no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro. A ativista Elisa Quadros, conhecida como “Sininho”, e outras nove pessoas foram encaminhadas na manhã dessa quarta à delegacia para prestar esclarecimentos em uma investigação sobre violência em manifestações do Rio. A ativista, que fez parte do movimento Ocupa Câmara, acampamento de protesto em frente à Câmara dos Vereadores, em setembro e outubro do ano passado, foi levada por agentes da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática) à Cidade da Polícia.

Na véspera da Copa e diante da possibilidade de ocorrerem manifestações durante o Mundial, a DRCI realizou a operação, que faz parte da investigação sobre depredações durante os protestos no Rio após junho. A ação faz parte de um inquérito que corre sob sigilo.

Até o começo da tarde dessa quarta, os advogados dos ativistas desconheciam as razões da investigação. “Nós queremos conhecer a natureza desses mandados. Não temos essa informação ainda e estamos aguardando para que as autoridades policiais nos informem”, disse ao G1 a advogada Luisa Maranhão, que integra o coletivo Tempo de Resistência – grupo de advogados que representam os ativistas ligados às manifestações nas ruas do Rio.

A Anistia Internacional divulgou nota que demonstra preocupação com iniciativas do Rio que “possam intimidar manifestantes” durante o Mundial.

Flagrante forjado. Ocorreu nessa quarta mais uma audiência do processo em que dois policiais militares fluminenses são acusados de forjar um flagrante contra um ativista durante manifestação promovida em 30 de setembro de 2013 no centro do Rio. Os dois PMs teriam colocado rojão na mochila de manifestante e são acusados do crime de constrangimento ilegal. A ativista Elisa Quadros, conhecida como “Sininho” e convocada como testemunha de acusação aos policiais, depôs nessa quarta e repetiu que o adolescente não era dono do rojão.

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