“O Criolo não faz rap, ele faz música popular brasileira”

iG Minas Gerais | Lucas simões |

Em show no Rio, Bituca e Criolo se divertem em boa sintonia
RvonKruger Fotografia
Em show no Rio, Bituca e Criolo se divertem em boa sintonia

Milton Nascimento garante que a turnê “Linha de Frente - Milton Nascimento convida Criolo” é apenas o início de uma parceria muito frutífera com o cantor e compositor paulista. Além da canção “Dez Anjos”, composta pelos dois para integrar o novo disco de Gal Gosta, Bituca diz que o encontro entre os amigos vai render outras músicas em breve. Às vésperas de estrear o show, Milton falou um pouco sobre o convívio com o rapper, a intimidade que os dois artistas adquiriram musicalmente para palpitar no trabalho um do outro e a expectativa para começar mais uma turnê.

Sua amizade com o Criolo aconteceu de forma muito rápida. Normalmente os amigos que fez na música também foram assim? Não tão rápido. Talvez com o Lô Borges, o Márcio Borges e o Wagner Tiso, além do resto do time do Clube da Esquina, tenha sido rápido assim porque nos conhecemos muito novos. Mas o Criolo foi algo muito singular na minha vida e a rapidez da nossa relação, apesar da diferença de idade, foi muito natural. A gente tem intimidade para palpitar na música um do outro sem ser invasivo. Nós somos parecidos na forma de ver a vida, entende? De que forma, por exemplo? Ele tem uma preocupação social que eu também tenho, e não apenas uma preocupação de fazer música com algum viés social. É na vida mesmo, ele pensa a sociedade de uma forma muito igualitária e real, sem pieguismo. Das músicas dele, você tem alguma preferida? Primeiro, gostaria de dizer que o Criolo é um dos únicos – senão o único rapper no Brasil – que conseguem cantar melodias fugidas um pouco daquela batida de rap tradicional, que impõe palavras diretas e frases imperativas. O Criolo não faz rap, ele faz música popular brasileira e isso é inegável. Mas sobre a minha música preferida, é “Linha de Frente”, uma das primeiras coisas que ouvi dele e que dá nome ao nosso show. Foi uma forma de homenageá-lo. Conte um pouco sobre a composição da música “Dez Anjos”, primeira parceria de vocês. Fizemos essa música por causa da Gal Costa. Ela está gravando um disco novo só com compositores da nova geração, mas não posso falar muito do disco em si. O fato é que a Gal pediu a gente uma parceria. Só que toda vez que nos encontrávamos para escrever essa letra, ficávamos conversando sobre várias coisas em vez de fazer a letra. Resultado: entregamos no último dia do prazo, como dois moleques inconsequentes. Mas deu tudo certo, e estou satisfeito com o resultado, que é surpresa para o show. Você e Criolo têm pensado em outras parcerias? Com certeza. Não há nada pronto ainda, mas isso vai acontecer, sim. Principalmente porque a gente adquiriu intimidade para interferir no trabalho um do outro. Hoje (ontem) mesmo, por WathsApp, ele mandou uma mensagem de Berlim, onde está participando de um evento de poesia, conferindo alguns detalhes da apresentação. O show de vocês pretende ter algum convidado especial? A única parceira que temos nesse espetáculo é a jovem Júlia Vargas, que canta com a gente três músicas. A princípio, não pensamos em demais participações, mas podem acontecer. A verdade é que durante os shows de uma turnê as coisas vão amadurecendo. Sua amizade com o Criolo aconteceu de forma muito rápida. Normalmente os amigos que fez na música também foram assim? Não tão rápido. Talvez com o Lô Borges, o Márcio Borges e o Wagner Tiso, além do resto do time do Clube da Esquina, tenha sido rápido assim porque nos conhecemos muito novos. Mas o Criolo foi algo muito singular na minha vida e a rapidez da nossa relação, apesar da diferença de idade, foi muito natural. A gente tem intimidade para palpitar na música um do outro sem ser invasivo. Nós somos parecidos na forma de ver a vida, entende? De que forma, por exemplo? Ele tem uma preocupação social que eu também tenho, e não apenas uma preocupação de fazer música com algum viés social. É na vida mesmo, ele pensa a sociedade de uma forma muito igualitária e real, sem pieguismo. Das músicas dele, você tem alguma preferida? Primeiro, gostaria de dizer que o Criolo é um dos únicos – senão o único rapper no Brasil – que conseguem cantar melodias fugidas um pouco daquela batida de rap tradicional, que impõe palavras diretas e frases imperativas. O Criolo não faz rap, ele faz música popular brasileira e isso é inegável. Mas sobre a minha música preferida, é “Linha de Frente”, uma das primeiras coisas que ouvi dele e que dá nome ao nosso show. Foi uma forma de homenageá-lo. Conte um pouco sobre a composição da música “Dez Anjos”, primeira parceria de vocês. Fizemos essa música por causa da Gal Costa. Ela está gravando um disco novo só com compositores da nova geração, mas não posso falar muito do disco em si. O fato é que a Gal pediu a gente uma parceria. Só que toda vez que nos encontrávamos para escrever essa letra, ficávamos conversando sobre várias coisas em vez de fazer a letra. Resultado: entregamos no último dia do prazo, como dois moleques inconsequentes. Mas deu tudo certo, e estou satisfeito com o resultado, que é surpresa para o show. Você e Criolo têm pensado em outras parcerias? Com certeza. Não há nada pronto ainda, mas isso vai acontecer, sim. Principalmente porque a gente adquiriu intimidade para interferir no trabalho um do outro. Hoje (ontem) mesmo, por WathsApp, ele mandou uma mensagem de Berlim, onde está participando de um evento de poesia, conferindo alguns detalhes da apresentação. O show de vocês pretende ter algum convidado especial? A única parceira que temos nesse espetáculo é a jovem Júlia Vargas, que canta com a gente três músicas. A princípio, não pensamos em demais participações, mas podem acontecer. A verdade é que durante os shows de uma turnê as coisas vão amadurecendo.

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