‘Copa das camisetas’ elimina 30% das seleções mundiais

Empresa testa três itens não oficiais do Brasil, e nenhum passa na avaliação

iG Minas Gerais | Da Redação |

Hoje é o dia em que muitos brasileiros vão vestir verde e amarelo para começar a torcida rumo ao hexa. Mas além do tradicional manto da seleção canarinho, o clima de Copa do Mundo aumenta a paixão pelas camisetas das seleções que disputam o Mundial. É nessa hora que o mercado não oficial também se movimenta, vendendo produtos “alternativos” e que podem ser duvidosos para a nossa saúde.  

Em um teste de laboratório feito recentemente com 90 camisetas infantis não oficiais das seleções que disputam o Mundial, 30% apresentaram substâncias proibidas, como metais pesados e corantes cancerígenos.

A TÜV Rheinland, um dos maiores grupos mundiais de certificação, realizou testes para avaliar a qualidade das peças, bem como a presença de substâncias químicas, segundo os valores-limite para produtos têxteis definidos pela Comunidade Europeia (veja infografia).

As camisetas infantis avaliadas foram compradas de redes varejistas, lojas de suvenires ou pela internet, a um preço médio de € 15 (R$ 45) por item. Os produtos foram avaliados em um laboratório têxtil na Turquia.

“Originalmente, planejamos uma campanha apenas como alternativa para prever os resultados dos jogos. No entanto, os resultados foram alarmantes, pois foi constatada, em cerca de 30% das camisetas, a presença de substâncias tóxicas não permitidas ao menos nos EUA e na Europa”, afirma Frank Dudley, porta-voz da empresa.

Brasil ‘bombado’. Foram analisadas três camisetas de torcedores brasileiros, sendo que uma não passou no teste de ftalatos (que causariam disfunções hormonais), outra não passou no teste da lavagem e a terceira não passou nos testes de ftalatos e de lavagem.

Das 90 camisetas avaliadas, apenas 30 não apresentaram riscos à saúde. A final da primeira Copa do Mundo de camisetas de torcedores ficou entre Portugal e Bósnia, que se consagrou campeã com a melhor camiseta.

Metal pesado Cádmio. Em novembro do ano passado, testes revelaram níveis altíssimos de cádmio em um carregamento de 16 toneladas de bijuterias (brincos, pulseiras, anéis e cordões) vindas da China.

Chile e Grécia foram os piores em análise de camisas mirins Após a análise em laboratório, a seleção que apresentou a camiseta não oficial mais arriscada à saúde foi a de um torcedor do Chile, segundo Maria Lucia Hayashi, gerente de certificação da área química da TÜV Rheinland do Brasil. “A camiseta de torcedor do Chile falhou no teste do ftalato, no teste do cádmio, no de acabamento e apresentou aparência insatisfatória após a lavagem”, explica, destacando que a blusa não oficial de um torcedor da Grécia também apresentou tais falhas. “Tivemos camisetas de torcedores de Costa Rica, Itália, Alemanha, Bósnia, Estados Unidos, França, Holanda, Espanha, Suíça, Bélgica, Equador, Gana, Costa do Marfim, Honduras, Austrália, Camarões, Argélia, Uruguai e Irã que foram aprovadas em todos os testes, sem qualquer risco aos torcedores mirins”. Maria Lucia destaca que a legislação brasileira somente limita para brinquedos e produtos infantis a presença de ftalatos e cádmio. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também limita os ftalatos para produtos em contato com alimentos.

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