Acordo automotivo com a Argentina vale até 2015

Fórmula flex é mantida com o Brasil e regula importação sem alíquota

iG Minas Gerais |

Acordo. Veículos brasileiros não podem ser mais da metade de frota da Argentina, diz o acordo
Daniel iglesias/22.3.2011
Acordo. Veículos brasileiros não podem ser mais da metade de frota da Argentina, diz o acordo

BUENOS AIRES. Foi prorrogado o acordo automotivo entre Brasil e Argentina. O documento foi assinado nesta quarta à tarde, em Buenos Aires, na Argentina, pelos governos dos dois países.

O documento vai administrar o comércio bilateral de produtos automobilísticos até o dia 30 de junho de 2015. O atual acordo com a Argentina expiraria no fim deste mês.

Com a presença também de representantes do setor privado, Brasil e Argentina decidiram restabelecer a fórmula flex, número que regula a proporção das importações sem incidência de alíquotas.

Ficou acordado que o valor do flex será mesmo de US$ 1,5. Isto quer dizer que, para cada dólar em produtos automobilísticos exportados do Brasil para a Argentina, o país poderá importar do sócio o equivalente a US$ 1 com alíquota zero de importação. Acima desta proporção, a compra é taxada em 35%.

Mercado. A prorrogação do acordo entre Brasil e Argentina estabelece metas de aumento da participação de mercado de ambos os países e de maior integração de autopeças argentinas na fabricação de automóveis.

Por outro lado, a Argentina se compromete em não restringir a liberação de divisas para as empresas locais importarem peças e automóveis do Brasil.

Pelo acordo, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) do lado brasileiro, e os representantes de autopeças do lado argentino, Afac e Amdira, comprometem-se a manter participação mínima nos respectivos mercados de veículos nas seguintes proporções: 11% de automóveis argentinos no Brasil, e 44,3% de brasileiros na Argentina.

O documento inclui três anexos. Um deles estabelece as bases para a discussão do acordo que vigorará a partir de julho de 2015.

Mercado

Vizinho. A Argentina é o maior país importador dos veículos fabricados no Brasil. O país vizinho é responsável pelo destino de 18% da produção brasileira. O setor enfrenta uma crise no Brasil.

Acerto deve minimizar crise SÃO PAULO. O acordo fechado nesta quarta com a Argentina deve minimizar um pouco a crise no setor automotivo do Brasil. A produção de veículos no Brasil registrou queda de 18% em maio na comparação com igual mês do ano passado, segundo a Anfavea. A retração é “decorrente do menor nível de confiança dos consumidores, do mau humor do mercado e da maior seletividade no crédito”, diz nota da Anfavea, a associação das montadoras.

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